Uma operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela provocou explosões na capital Caracas e desencadeou uma crise política e diplomática de grandes proporções na América Latina.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou que sua administração conduziu um “ataque em grande escala” e que o líder venezuelano **Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e levados para fora do país”.

Explosões em Caracas e situação no terreno
Na madrugada deste sábado, pelo menos sete fortes explosões foram ouvidas em diferentes áreas de Caracas, acompanhadas por aeronaves voando a baixa altitude, gerando pânico entre os moradores e provocando quedas de energia em partes da cidade. Vídeos compartilhados nas redes mostram pessoas correndo para as ruas assustadas com a sequência de explosões. (The Times of India)
O ataque, segundo relatos norte-americanos, foi realizado em menos de 30 minutos, envolvendo forças aéreas e possivelmente unidades especiais com o objetivo de neutralizar a liderança do governo venezuelano. (AP News)
Declaração oficial dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a plataforma Truth Social para confirmar a operação militar, afirmando que a missão foi um sucesso e que Maduro e sua esposa foram capturados e transportados para fora da Venezuela “em conjunto com a aplicação da lei estadunidense”. Trump não divulgou ainda o destino final do casal nem os detalhes legais de sua detenção. (Reuters)
Autoridades norte-americanas também citaram que a operação está relacionada às acusações que o governo dos EUA mantém contra Maduro, incluindo crimes de narcotráfico e terrorismo, embora não tenham apresentado provas públicas no momento. (AP News)

Resposta de Caracas e pedidos de provas
O governo venezuelano, por meio de declarações oficiais, exigiu a apresentação imediata de provas de vida de Maduro e sua esposa, dizendo que ainda não há confirmação independente de que tenham sido capturados ou de onde estejam neste momento. O vice-presidente venezuelano declarou que “não se sabe o paradeiro” de ambos. (The Washington Post)
Autoridades em Caracas classificaram a ação de “ato de agressão militar imperialista” e afirmaram que a Venezuela repudia “a grave violação de sua soberania”. (France 24)
Repercussão internacional
A ação dos Estados Unidos já provoca reações diversas no cenário internacional:
- Colômbia condenou o ataque e pediu uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, expressando preocupação com um possível fluxo de refugiados pela fronteira. (The Guardian)
- Cuba e Irã classificaram o ataque como “crime” e “violações claras da soberania venezuelana”, exigindo resposta da comunidade internacional. (mint)
- Na Europa, países como Espanha e membros da União Europeia manifestaram preocupação com a escalada militar e pedidos por moderação e respeito ao direito internacional. (mint)
Contexto da escalada
A crise entre EUA e Venezuela vinha se intensificando nos últimos meses. Washington impôs sanções econômicas e bloqueios a embarcações venezuelanas, alegando combater redes de narcotráfico e corrupção ligadas ao regime de Maduro. Operações anteriores envolveram ataques a embarcações suspeitas de traficar drogas e aumento de forças militares na região do Caribe. (AP News)
Analistas internacionais alertam que esta pode ser a intervenção militar mais direta dos EUA na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989, o que pode alterar significativamente o equilíbrio político e humanitário na região. (Reuters)













