Um vídeo recebido pela redação do Canal 4 chamou a atenção para uma situação ambiental preocupante no Rio Iguaçu. As imagens mostram centenas de crustáceos mortos ao longo das margens do rio, na região de Paula Freitas, em um trecho que vai desde o Rio Timbó até a localidade dos Bugrinhos, passando pela Cachoeirinha, em Porto União.
O vídeo foi gravado por um morador da região, que relata a grande quantidade de conchas acumuladas às margens do rio e também o forte mau cheiro no local. No registro, ele questiona o que poderia ter causado a mortandade e afirma que nunca havia visto algo parecido naquele trecho do Rio Iguaçu.
VEJA O VÍDEO:
Diante da situação, a reportagem entrou em contato com o escritório regional do Instituto Água e Terra (IAT) do Paraná. De acordo com o órgão, uma das hipóteses levantadas é a falta de oxigênio na água, especialmente em períodos de baixa no nível do rio. No entanto, o IAT ressalta que ainda não há uma explicação conclusiva sobre o que teria provocado a morte dos crustáceos.
Como a área afetada também abrange o lado catarinense do rio, a reportagem conversou com a Polícia Militar Ambiental de Porto União. Segundo a corporação, a ocorrência será registrada e repassada para análise técnica. A Polícia Ambiental explica que a mortandade de organismos aquáticos pode estar relacionada a diversos fatores, como mudanças bruscas na temperatura da água, variações de pH, redução do oxigênio dissolvido ou até a presença de algum produto químico ou agrotóxico.
Ainda conforme a Polícia Ambiental, para identificar a causa exata do problema seria necessário um levantamento no local e a coleta de amostras da água, que devem ser encaminhadas a um laboratório credenciado para análise. Os policiais destacam que situações de poluição hídrica são complexas e exigem investigação detalhada para determinar a origem do impacto ambiental.
A Polícia Ambiental também chama a atenção para o fato de que crustáceos e outros organismos aquáticos são muito sensíveis a alterações no ambiente, sendo geralmente os primeiros a apresentar sinais quando ocorre algum desequilíbrio no ecossistema.













