Um caso curioso e, no mínimo, intrigante, foi registrado na noite deste sábado (31), em União da Vitória. Uma mulher de aproximadamente 30 anos foi flagrada furtando produtos – principalmente doces considerados de maior valor – no supermercado Bahniuk, localizado no bairro Nossa Senhora do Rocio. A ação foi registrada pelas câmeras de monitoramento do estabelecimento e percebida por funcionários, que imediatamente acionaram a Polícia Militar.
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A equipe policial compareceu ao local, realizou o flagrante e conduziu a mulher até a Delegacia de Polícia Civil de União da Vitória para os procedimentos legais. Todo esse processo levou mais de quatro horas de empenho da equipe policial.
Até então, tratava-se de um caso comum de furto. O que chamou a atenção veio na sequência. A delegada responsável pelo plantão, que não atua no quadro de segurança pública de União da Vitória, e não integra as delegacias da região, apenas cobria o plantão de forma remota, por meio da Central de Plantão do Estado, durante o final de semana. Mesmo à distância, ela decidiu relaxar o flagrante, liberando a mulher suspeita. O desfecho foi ainda mais inusitado: a delegada realizou um PIX no valor correspondente aos produtos furtados, transferindo o montante para um policial civil, que efetuou o pagamento ao supermercado e, a pedido da autoridade policial, doou os itens à própria mulher detida.
Uma funcionária do supermercado acompanhou toda a situação na delegacia, a qual gerou indignação. Conforme a Polícia Militar, a mesma mulher já havia furtado uma peça de picanha no estabelecimento durante a semana, levantando a suspeita de reincidência no crime. Porém, nesse episódio ela saiu pela porta da frente da delegacia com os produtos que ela furtou.
A situação levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados no caso, o impacto desse tipo de decisão para o comércio local e os limites entre a atuação legal e ações de cunho pessoal por parte das autoridades.














