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Conhecimento químico é fundamental no tratamento da água em piscinas, destaca Dan Piscinas

Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, faleceu após passar mal durante uma aula de natação em uma academia em São Paulo. O caso acendeu um alerta para a manutenção da qualidade da água de piscinas e para o manuseio adequado de produtos químicos. A empresa Dan Piscinas, localizada na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, em União da Vitória, abordou o tema e destacou a importância dos cuidados necessários.

A manutenção da qualidade da água em piscinas de uso coletivo vai muito além da limpeza visual. Trata-se de uma questão de saúde pública que exige conhecimento técnico, controle rigoroso de parâmetros químicos e a atuação de profissionais devidamente habilitados. Quando esses cuidados não são seguidos, o ambiente pode se tornar propício à transmissão de doenças e até à ocorrência de acidentes graves.

“O conhecimento químico é essencial para garantir a segurança dos banhistas em piscinas de uso coletivo, pois um bom tratamento da água evita doenças, irritações e a proliferação de microrganismos, garantindo a prevenção de enfermidades. Sem esses cuidados, a piscina pode se tornar um local de risco à saúde, além de apresentar aparência e odor desagradáveis”, explica.

O tratamento inadequado da água, especialmente quando realizado por pessoas sem formação técnica, representa riscos significativos aos usuários. Entre os principais problemas estão a superdosagem de produtos químicos, como o cloro, e a mistura indevida de substâncias incompatíveis –  situações que podem gerar intoxicações, problemas respiratórios e até a liberação de gases tóxicos. Casos recentes reforçam o alerta sobre a gravidade dessas falhas no manejo químico.

“Os riscos à saúde por falhas na dosagem ou no controle dos parâmetros podem transformar a piscina em um ambiente de contaminação, com proliferação de microrganismos que causam micoses, frieiras, conjuntivite, diarreia, gastroenterite, infecções de pele, hepatite A, entre outras doenças”, alerta a Dan Piscinas.

“A dosagem errada de cloro ou de outros produtos químicos também pode provocar ardência nos olhos, irritação na pele, alergias, tosse, falta de ar, crises asmáticas e intoxicação por inalação de gases (cloraminas ou cloro concentrado). Por isso, é tão importante que o tratamento das piscinas seja realizado por pessoas habilitadas, que conheçam todos os riscos”, complementa.

Nesse contexto, o profissional da Química desempenha papel central na segurança das piscinas coletivas. Cabe a ele o controle de parâmetros essenciais, como cloro residual, pH e alcalinidade da água, além da correta seleção, dosagem e armazenamento dos produtos utilizados. A atuação técnica garante que o tratamento seja eficaz sem comprometer a saúde dos banhistas.

“O papel do profissional é fundamental na manutenção e no controle da qualidade da água de piscinas, especialmente em ambientes de uso coletivo (clubes, academias, condomínios, escolas e hotéis), porque ele possui o conhecimento técnico necessário para garantir segurança sanitária, eficiência dos produtos e prevenção de riscos à saúde. Assim, assegura água própria para banho, previne doenças, reduz riscos químicos e evita desperdício de produtos”, destaca.

Um dos instrumentos que asseguram essa responsabilidade é a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento obrigatório que comprova que a piscina conta com um responsável técnico habilitado e registrado junto ao Conselho Regional de Química. A exigência da ART é fundamental para que gestores e usuários tenham a garantia de que o serviço está sendo executado dentro das normas sanitárias e legais.

“A ART formaliza o responsável técnico, protege a saúde dos usuários, garante a qualidade do tratamento e assegura o cumprimento da lei. Sem ART, a piscina coletiva fica irregular e mais exposta a riscos sanitários e legais”, pontua.

Para os usuários, alguns sinais simples ajudam a identificar possíveis problemas na água da piscina. Aspectos como coloração esverdeada, água turva, presença de espuma ou cheiro forte são indícios de tratamento inadequado. Nessas situações, a recomendação é não utilizar o espaço e comunicar imediatamente a administração do local para que as providências necessárias sejam tomadas.

“Os sinais que indicam que a água da piscina pode estar imprópria para uso são: água turva ou verde, cheiro forte, sujeira visível e espuma na superfície”, reforça.

O alerta se estende também ao uso de produtos de limpeza fora dos padrões regulatórios. Levantamento realizado pela ABIPLA, em parceria com a ABRALIMP, aponta um aumento expressivo nos relatos de intoxicação em ambientes corporativos, especialmente entre empresas que adquirem produtos em canais informais. O dado reforça a importância da orientação técnica e do uso de produtos legalizados, tanto em piscinas quanto em outros ambientes coletivos.

Diante desse cenário, o Conselho Federal de Química reforça que a segurança em piscinas coletivas depende diretamente da atuação de profissionais habilitados, do cumprimento das normas técnicas e da conscientização de gestores e usuários. Investir no tratamento adequado da água é investir na saúde e na prevenção de riscos evitáveis.

“O uso de produtos de limpeza adquiridos em canais informais, sem rótulo, sem registro sanitário ou vendidos ‘a granel’, aumenta significativamente o risco de intoxicação, pois não há garantia de composição química, concentração, segurança ou modo correto de uso. Além da ineficiência sanitária, produtos falsificados podem não eliminar bactérias, vírus e fungos, favorecer contaminações e causar surtos de doenças em piscinas coletivas. Além de intoxicar, ainda não protegem a saúde”, alerta.

DanPiscinas

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