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Paraná registra parto de 7.820 bebês de mães adolescentes entre janeiro e agosto

Apesar das campanhas de prevenção à gravidez precoce e do incentivo ao uso de preservativos — medida essencial também para a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) —, o país segue enfrentando números expressivos.

Entre janeiro e agosto de 2025, o Paraná registrou 7.820 nascidos vivos filhos de mães adolescentes – entre 15 e 19 anos. Já em 2024, foram 7.868 no mesmo período do ano. No Brasil, em 2025 foram Brasil registrados 168.713 nascimentos de bebês, filhos de mães com idades entre 15 e 19 anos.

Os números são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) do Ministério da Saúde, compilados em 27 de janeiro de 2026 pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Já em 2024, entre janeiro e agosto, foram 179.428 nascimentos, totalizando 261.206 ao final do ano.

Desafios da gravidez precoce

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestação na adolescência está associada a um maior risco de complicações para a mãe, o feto e o recém-nascido, além de poder agravar vulnerabilidades sociais e econômicas já existentes.

Outros fatores frequentemente associados à gravidez precoce incluem a ausência ou interrupção da amamentação, a falta de corresponsabilização do pai biológico ou parceiro, a escassez de rede de apoio, o uso de álcool e outras drogas, situações de violência intrafamiliar e, em alguns casos, a rejeição por parte da própria família.

Com informações: Bem Paraná