A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) decidiu manter a condenação do motorista de caminhão Eduardo Kuchinski Leite, de matou Dione de Almeida e tentar matar outras duas pessoas em União da Vitória. A decisão foi publicada no início de março e rejeitou o recurso apresentado pela defesa.
O caso foi julgado inicialmente pelo Tribunal do Júri da comarca, que condenou Eduardo a 19 anos e 6 meses de prisão, além de 1 ano e 15 dias de detenção, com início do cumprimento da pena em regime fechado. Ele foi considerado culpado por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, desobediência e posse irregular de arma de fogo.
Recurso foi negado
No recurso apresentado ao tribunal, a defesa alegou que a decisão dos jurados teria sido contrária às provas do processo. O argumento era de que o acusado teria agido sob forte emoção após provocação da vítima, o que poderia reduzir a pena. Também foi pedido que a condenação fosse anulada ou que a pena fosse diminuída. Ao analisar o caso, o relator do processo, desembargador Fernando Prazeres, destacou que havia elementos de prova que sustentavam a versão acolhida pelos jurados, motivo pelo qual não seria possível anular o julgamento. O tribunal também entendeu que a pena foi aplicada de forma correta e proporcional. Com isso, por unanimidade, os desembargadores decidiram negar o recurso e manter a condenação.
Crime ocorreu em 2024
O crime aconteceu em maio de 2024, em União da Vitória. Conforme a decisão do júri, Eduardo matou Dione de Almeida com disparos de arma de fogo. Durante a mesma ação, também foram alvo de tiros a irmã da vítima, Ana Carla de Almeida, de 38 anos, e o irmão Oscar de Almeida Júnior, de 43 anos, que sobreviveram.

Os dois estavam no local no momento do crime e, segundo o processo, por pouco não foram atingidos pelos disparos. O julgamento ocorreu no dia 9 de abril e durou mais de 12 horas, chamando a atenção pelo grande número de pessoas que acompanharam a sessão no fórum de União da Vitória.

Transferência de presídio
Após a condenação, Eduardo permaneceu preso na Cadeia Pública de União da Vitória, onde estava desde o dia do crime. No entanto, no dia 5 de fevereiro deste ano, ele foi transferido para a Cadeia Pública Laudemir Neves, em Foz do Iguaçu, no Norte do Paraná. A transferência ocorreu enquanto o processo seguia em tramitação no tribunal, que agora confirmou a sentença aplicada pelo Tribunal do Júri.














