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Vereador Anderson Cardoso é destituído da presidência da Câmara de União da Vitória

O vereador Anderson Cripa Luis Cardoso foi destituído do cargo de presidente da Câmara de Vereadores de União da Vitória nesta segunda-feira, 16 de março, após decisão tomada durante a retomada da 10ª sessão extraordinária, iniciada em 15 de dezembro de 2025 e que estava suspensa.

A sessão contou com a presença de nove vereadores, número suficiente para a votação que resultou na destituição. O encontro foi realizado sem a participação dos demais parlamentares e também sem funcionários da Casa de Leis, que deixaram o local após a sessão ordinária, alegando considerar a continuidade dos trabalhos um ato irregular.

A denúncia apresentada alegava que o vereador Anderson teria, em tese, cometido condutas que configuram abuso de poder, quebra de decoro parlamentar e violação de princípios da administração pública. Entre as acusações, também consta a suposta prática de violência política de gênero. Durante a discussão, todos os nove vereadores presentes votaram favoravelmente ao parecer do relator, atingindo o número necessário para a destituição do cargo.

Com a decisão, Anderson deixa a presidência da Câmara, mas permanece no cargo de vereador. A presidência será ocupada de forma interina pelo vereador Cordovan de Melo Neto até a realização de nova eleição. A próxima sessão ordinária, marcada para o dia 23 de março, será destinada exclusivamente à escolha do novo presidente da Câmara Municipal.

Manobra política

O processo também foi marcado por articulações políticas. A vereadora do PT, Thays Bieberbach, que não poderia votar por atuar como parte interessada no processo, foi nomeada para um cargo de secretária municipal. Com isso, abriu vaga para um suplente assumir sua cadeira na Câmara, possibilitando a participação na votação. A movimentação foi considerada decisiva para alcançar os nove votos necessários à destituição.

Anderson Cardoso fala em perseguição política

Após a decisão, o vereador Anderson Cardoso divulgou uma nota pública em que critica o processo e afirma ser vítima de perseguição política. Segundo ele, houve irregularidades na condução do julgamento, com desrespeito a prazos legais e ao regimento interno, além de cerceamento do direito de defesa.

O vereador também questionou a legitimidade da sessão e afirmou que a destituição foi resultado de uma articulação previamente definida.

“Fui submetido a um simulacro de julgamento, um verdadeiro teatro de cartas marcadas, onde o resultado já estava decidido antes mesmo de eu poder apresentar minha defesa”, declarou.

Ainda na nota, Anderson afirmou que irá buscar medidas judiciais para reverter a decisão e disse confiar que a legalidade será restabelecida.

“Não me curvarei a esta injustiça. Estou analisando todas as medidas cabíveis para que a vontade do povo seja respeitada”, afirmou.