Com a chegada do outono neste mês de março e a redução da umidade do ar, há um aumento significativo na incidência de doenças respiratórias na população pediátrica. A combinação entre clima mais seco, maior circulação viral e permanência em ambientes fechados contribui para esse cenário. Na região, o volume de chuvas também favorece a presença de mofo, o que pode desencadear sintomas como rinite e crises de asma.

De acordo com o pediatra Bruno Yoshio Goes, os quadros mais frequentes neste período já são bem conhecidos na prática clínica. “Observamos aumento de infecções virais das vias aéreas superiores, como resfriados e influenza, além de bronquiolite em lactentes e exacerbações de asma em crianças. Isso já se reflete nos atendimentos em consultório e nos plantões pediátricos.”

Diferenciação clínica: resfriado, gripe e sinais de gravidade
O pediatra destaca que a avaliação deve ir além do rótulo diagnóstico. “Mais importante do que diferenciar resfriado de gripe é reconhecer sinais de gravidade, como dificuldade para respirar, gemência ou sibilos, taquipneia (respiração muito rápida), queda do estado geral, recusa alimentar e até a insegurança dos pais. Embora esta última não seja um sinal clínico formal, é importante considerar a percepção de quem convive diariamente com a criança. Na maioria dos casos, os pais procuram atendimento devido à febre associada aos sintomas respiratórios.”
Imunidade: o que realmente impacta?
Apesar da busca por soluções rápidas ou “milagrosas”, a imunidade infantil está diretamente ligada a fatores básicos do dia a dia. Antes de considerar o uso de vitaminas específicas, vacinas adicionais – como pneumocócicas ampliadas, influenza ou COVID – ou substâncias como lisados bacterianos e medicamentos homeopáticos, é fundamental focar no essencial.
A primeira medida é ajustar a alimentação da criança, reduzindo o consumo de doces, ultraprocessados e frituras – como o macarrão instantâneo – e priorizando frutas, legumes e proteínas adequadas.
A segunda é cuidar do sono. É importante estabelecer horários regulares, limitar o uso de telas antes de dormir e observar a qualidade do descanso. Não é esperado que a criança ronque ou apresente agitação frequente durante a noite. Crianças também necessitam de mais horas de sono do que adultos: entre 1 e 2 anos, cerca de 11 horas diárias; já pré-adolescentes precisam entre 9 e 12 horas.
A terceira medida envolve a avaliação de suplementação. Na prática clínica, observa-se que muitas crianças não realizam corretamente a prevenção de deficiência de ferro e vitamina D, que deve ser garantida, especialmente nos primeiros anos de vida, com avaliação individual após esse período.
Por fim, a higiene tem papel fundamental. A lavagem nasal com soro fisiológico pode ser útil, especialmente após a escola, assim como o hábito de lavar as mãos com frequência. Também é importante observar o ambiente onde a criança dorme, evitando exposição a poeira, ácaros e mofo.
Febre e tosse: critérios de alerta

Nem toda febre ou tosse indica gravidade, mas alguns critérios devem orientar a busca por atendimento médico. “Além dos sinais de alerta respiratórios, é preciso ficar atento a febres persistentes por mais de 48 a 72 horas, piora no padrão febril – com redução do intervalo entre os picos ou aumento da intensidade – e temperaturas acima de 40°C, que podem ser prejudiciais ao organismo. Também merece atenção qualquer febre em bebês com menos de 28 dias de vida.”
Controle térmico: papel das roupas
As variações de temperatura ao longo do dia exigem atenção no cuidado com as crianças. “A recomendação é utilizar roupas em camadas, permitindo ajustes conforme a temperatura ambiente. Tanto a hipotermia quanto o superaquecimento podem ser prejudiciais”. Para lactentes, orienta-se, em geral, uma camada a mais de roupa em relação ao adulto.
Sobre o especialista e a clínica

O Dr. Bruno Yoshio Goes é médico pediatra, natural de Maringá (PR). Formou-se pela Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e realizou residência em pediatria em Campo Mourão (PR). Além dos atendimentos em plantões pediátricos na APMI e no Hospital São Braz, recentemente inaugurou a Clínica Yume ao lado da esposa, a fonoaudióloga Isabela Camargo Goes.

“O nome ‘Yume’ vem do japonês e significa ‘sonho’, representando o propósito da clínica: oferecer o atendimento em que acreditamos. Buscamos auxiliar os pais no cuidado integral da criança, com serviços que vão desde orientação em amamentação até atendimentos especializados.”
A clínica oferece diversos serviços, entre eles:
Consulta pediátrica
Fonoaudiologia
Processamento auditivo central (PAC) e audiometria
Aparelhos auditivos
Sala de parto
Laserterapia
Furo humanizado
Consultoria em amamentação
Fototerapia domiciliar
Yume Saúde | Pediatria e Fonoaudiologia
(42) 92002-7104
@yumesaude/













