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Prefeitura de Santa Catarina demite 30 servidores após erro em contas e caso gera polêmica

A Prefeitura de Corupá, localizada no Norte de Santa Catarina, a cerca de 230 quilômetros de Porto União, confirmou nesta semana a demissão de aproximadamente 30 servidores comissionados após a identificação de um problema nas contas públicas do município.

De acordo com a própria administração municipal, o corte foi necessário após a descoberta de um erro no sistema de gestão financeira, que indicava uma situação mais favorável do que o real em relação aos gastos com pessoal.

Segundo as informações apuradas, o sistema utilizado pela prefeitura subestimava o índice de comprometimento da folha de pagamento. Na prática, isso fazia parecer que o município estava dentro dos limites legais estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, quando, na realidade, não estava.

Com a correção dos dados, o percentual de gastos com servidores ultrapassou o limite permitido, obrigando a prefeitura a tomar medidas imediatas para reequilibrar as contas. A solução adotada foi à exoneração de cerca de 30 cargos comissionados, o que deve gerar economia mensal aos cofres públicos.

Prefeitura explica decisão

Em pronunciamento, o prefeito Luiz Carlos Tamanini destacou que as demissões não têm relação com desempenho dos profissionais, mas sim com a necessidade de adequação financeira. A medida foi tomada após orientação de órgãos de controle, justamente para evitar irregularidades fiscais e manter o município dentro da legalidade.

Há controvérsias

Apesar da versão oficial apontar erro no sistema, a empresa responsável pela plataforma de gestão contestou essa interpretação. Em nota, afirmou que não houve falha técnica no sistema, indicando que possíveis divergências podem ter ocorrido por configurações realizadas pelo próprio município. Isso mostra que o caso ainda gera debate e pode ter desdobramentos administrativos.

Impacto

A decisão afeta diretamente a estrutura administrativa do município e evidencia a importância do controle rigoroso das contas públicas. Situações como essa podem levar a cortes rápidos para evitar sanções legais e problemas maiores na gestão financeira.