Com a chegada do outono, as temperaturas mais baixas e o clima seco passam a impactar diretamente a saúde da população, e não apenas o sistema respiratório. Um efeito muitas vezes silencioso, mas preocupante, é o reflexo dessas mudanças na saúde bucal. A combinação de ar seco, menor ingestão de água e aumento de doenças como gripes, resfriados e sinusites cria um ambiente propício para o surgimento de problemas na boca, que podem evoluir rapidamente quando não tratados.

De acordo com o cirurgião-dentista Dr. Leonardo Jorge Iwanko, esse período exige atenção redobrada. Ele explica que o aumento das doenças respiratórias faz com que muitas pessoas passem a respirar mais pela boca, o que contribui diretamente para o ressecamento bucal, conhecido como xerostomia. “Essa condição favorece rachaduras nos lábios e mucosas, que podem infeccionar, além de problemas gengivais como periodontite, cáries, dores na face relacionadas à sinusite e até infecções fúngicas, como a candidíase oral”, destaca o profissional. Segundo ele, o cenário é ainda mais agravado pelo ar frio e seco típico da região, que intensifica esses efeitos.
Outro ponto de alerta é a respiração bucal contínua, que pode trazer consequências mais duradouras. O doutor ressalta que, além de inflamações gengivais, esse hábito pode provocar alterações na estrutura bucal ao longo do tempo. “Em casos crônicos, a respiração pela boca pode contribuir para o desalinhamento dos dentes, afetando inclusive a mordida”, explica. Ou seja, o problema vai além do desconforto momentâneo e pode gerar impactos estruturais na saúde bucal.

O uso frequente de medicamentos durante essa época também merece atenção. Embora xaropes e antialérgicos não sejam prejudiciais por si só, muitos possuem açúcar e componentes ácidos em sua fórmula. “Sem uma higiene bucal adequada após o uso desses medicamentos, o paciente pode desenvolver cáries, erosão do esmalte e até aumento da sensação de boca seca”, alerta o dentista. A recomendação é simples, mas eficaz: manter a escovação regular, realizar bochechos após a ingestão e, sempre que possível, optar por versões sem açúcar.
Os sinais de que a saúde bucal pode estar sendo afetada nem sempre são evidentes no início, mas alguns sintomas servem como alerta. Entre eles estão boca seca persistente, sangramento gengival, dor ao mastigar, dores de cabeça, aumento do acúmulo de resíduos entre os dentes, além do surgimento de aftas, rachaduras ou fissuras na boca. “São indicativos importantes de que algo não está bem e que o paciente deve procurar avaliação profissional”, reforça.

Para prevenir complicações, o Dr. Leonardo enfatiza que os cuidados básicos continuam sendo os mais importantes. “Uma higiene bucal rigorosa é essencial, com escovação correta, uso do fio dental e bochechos. Mas é fundamental lembrar que a saúde bucal está diretamente ligada à saúde geral”, afirma. Ele ainda ressalta que manter uma boa alimentação, praticar exercícios físicos, manter a vacinação em dia e cuidar da imunidade são atitudes que ajudam a reduzir os impactos das doenças respiratórias e, consequentemente, preservar a saúde da boca.
Com quase 20 anos de atuação em União da Vitória, o Dr. Leonardo Jorge Iwanko é referência na área odontológica. Formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, é especialista em implantodontia e possui habilitação em analgesia inalatória. Foi pioneiro nas Gêmeas do Iguaçu em técnicas de harmonização orofacial e odontologia digital, oferecendo um atendimento moderno, individualizado e de alta qualidade.
A Clínica Modelo, sob sua responsabilidade técnica, está localizada na Rua Ipiranga, 476, no Centro de União da Vitória. O atendimento pode ser agendado pelo telefone e WhatsApp (42) 3523-1916, e mais informações estão disponíveis no Instagram @clinica_modelo1.
Diante do cenário típico do outono, a orientação é clara: cuidar da saúde respiratória também é cuidar da saúde bucal. Pequenas mudanças de hábito podem evitar problemas maiores e garantir mais qualidade de vida ao longo da estação.














