Dra. Charly Doliszny faz alerta sobre os riscos do uso indiscriminado do Mounjaro e destaca impactos na saúde, reforçando a importância do acompanhamento profissional no emagrecimento.

O uso do Mounjaro (tirzepatida) tem crescido de forma acelerada no Brasil, impulsionado principalmente pela promessa de emagrecimento rápido. Indicado originalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, o medicamento também vem sendo utilizado por pessoas que buscam perda de peso, muitas vezes sem acompanhamento adequado.
É importante ressaltar que, apesar dos resultados expressivos na balança, os efeitos colaterais e os impactos metabólicos precisam ser considerados.

Entre os sintomas mais relatados estão os gastrointestinais, especialmente no início do uso:
- Náuseas
- Vômitos
- Diarreia
- Prisão de ventre (constipação, em alguns casos mais severa)
- Redução importante do apetite
Esses efeitos ocorrem porque o medicamento atua diretamente na regulação do esvaziamento gástrico e nos hormônios da saciedade.
A perda de massa magra, a fraqueza muscular e as deficiências de vitaminas e minerais também são pontos importantes e preocupantes.
A popularização do medicamento nas redes sociais levanta um alerta: o uso sem prescrição ou sem suporte profissional pode comprometer a saúde.
Um dos principais riscos é a perda severa de massa muscular durante o emagrecimento.
Sem uma estratégia nutricional adequada, o paciente pode perder não apenas gordura, mas também músculo, levando a:
- Flacidez corporal
- Fraqueza intensa
- Redução do metabolismo
- Dificuldade em manter o peso a longo prazo
A perda de massa magra está diretamente associada ao chamado “efeito rebote”.
Além disso, a redução drástica do consumo alimentar pode provocar deficiências nutricionais, com falta de nutrientes como ferro, vitamina B12, vitamina D, cálcio, magnésio, potássio e eletrólitos.
Outro ponto que chama atenção é a queda capilar intensa. A queda de cabelo pode ser um sinal de que o corpo não está recebendo os nutrientes necessários. Pacientes relatam preocupação ao lavar e secar os cabelos devido à quantidade significativa de fios que caem.

Efeitos adversos que exigem atenção
Embora menos frequentes, alguns efeitos podem ser mais graves:
- Pancreatite
- Problemas na vesícula biliar (como formação de pedras)
- Hipoglicemia (principalmente quando associado a outros medicamentos)
- Desidratação
Nesses casos, é fundamental buscar avaliação médica imediata.
Também é possível observar que o uso do Mounjaro pode estar associado a sinais de envelhecimento facial e corporal. Isso ocorre porque a gordura facial funciona como um “preenchimento natural”. Quando essa perda acontece de forma muito rápida, a pele não acompanha.
Esse fenômeno ficou conhecido como “rosto de emagrecimento” (ou, informalmente, “Mounjaro face”).
Envelhecimento facial
Principais alterações:
- Afinamento do rosto
- Olheiras mais profundas
- Sulco nasolabial mais marcado
- Queda da região malar (bochechas)
- Flacidez na mandíbula (efeito de “bochecha caída”)
Envelhecimento corporal
Alterações mais comuns:
- Flacidez abdominal
- Pele solta em braços e coxas
- Glúteos com perda de volume
- Celulite mais aparente
O Mounjaro pode ser uma ferramenta eficiente, mas não deve ser visto como uma solução isolada ou definitiva. O maior risco a longo prazo não é apenas físico, mas também comportamental: emagrecer sem aprender a sustentar o resultado.
Texto escrito pela Dra. Charly Doliszny, que atua como nutricionista clínica há 17 anos, especialista em emagrecimento e qualidade de vida. Atualmente atende nas cidades de União da Vitória, Curitiba, General Carneiro e Bituruna, além de realizar atendimentos online.
Contato por WhatsApp: (42) 98819-4243
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