/Câncer na região cervical: entenda a doença que afastou o narrador Luís Roberto da Copa, com explicações da médica Natália Kliemann Sebben

Câncer na região cervical: entenda a doença que afastou o narrador Luís Roberto da Copa, com explicações da médica Natália Kliemann Sebben

A ausência de uma das vozes mais marcantes do esporte brasileiro na próxima Copa do Mundo de 2026 chamou a atenção do país. O narrador Luís Roberto anunciou que ficará de fora do Mundial após ser diagnosticado com uma neoplasia na região cervical, condição que exige acompanhamento médico rigoroso e, em muitos casos, tratamento imediato. Reconhecido por sua narração vibrante e presença constante nas principais transmissões da TV Globo, ele agora direciona toda a sua energia para o tratamento, evidenciando a seriedade desse tipo de doença e a importância de cuidados especializados.

De acordo com a médica patologista e perita Natália Kliemann Sebben, a neoplasia na região cervical corresponde ao crescimento anormal de células localizado no pescoço, podendo ser benigno (não canceroso) ou maligno. Entre os tipos mais comuns, destacam-se os cânceres de boca, garganta e laringe – frequentemente associados ao tabagismo, ao consumo de álcool e à infecção pelo HPV – além de linfonodos aumentados por metástases de outros tumores, câncer de tireoide e linfomas, que afetam o sistema linfático. A especialista ressalta que cada caso possui características próprias, exigindo investigação detalhada para a definição do diagnóstico e do tratamento adequado.

Dra. Natália S. Kliemann Sebben – Médica Patologista

Um dos pontos de maior atenção, segundo a médica, são os sinais iniciais que o corpo pode apresentar. O sintoma mais comum é o surgimento de um caroço no pescoço que não dói e não desaparece com o tempo. Outros sinais importantes incluem rouquidão persistente por mais de duas ou três semanas, dificuldade ou dor ao engolir, feridas na boca que não cicatrizam, dor de ouvido sem causa aparente e perda de peso sem explicação. “Esses sinais muitas vezes são ignorados por parecerem simples, mas podem indicar algo mais sério e precisam ser avaliados”, destaca Natália Kliemann Sebben.

No processo de diagnóstico, a investigação começa com uma avaliação clínica detalhada, incluindo exame físico e histórico do paciente. A partir disso, podem ser solicitados exames de imagem, como ultrassonografia e tomografia, além de endoscopia para análise das vias aéreas e da garganta. No entanto, o exame decisivo é a biópsia – procedimento que retira uma amostra do tecido suspeito para análise laboratorial. É esse exame que confirma se a lesão é benigna ou maligna, orientando os próximos passos do tratamento.

A médica também alerta sobre situações em que um nódulo no pescoço deve ser encarado com maior preocupação. Quando a alteração persiste por mais de duas ou três semanas, apresenta crescimento progressivo, possui consistência endurecida ou fixa e não está associada a infecções, é fundamental buscar avaliação médica, especialmente em adultos acima dos 40 anos. Nesses casos, a investigação precoce pode ser determinante para o sucesso do tratamento.

As formas de tratamento variam conforme o tipo e o estágio do tumor. Entre as principais opções estão cirurgia, radioterapia, quimioterapia e, mais recentemente, a imunoterapia – abordagem moderna que estimula o próprio sistema imunológico a combater o câncer. Em muitos casos, é necessária a combinação de diferentes métodos para alcançar melhores resultados, sempre considerando as características individuais de cada paciente.

Um dos fatores mais importantes destacados pela Doutora Natália Kliemann Sebben é o diagnóstico precoce. Quando a doença é identificada nas fases iniciais, as chances de cura aumentam significativamente, além de permitir tratamentos menos agressivos e maior preservação da qualidade de vida. Por outro lado, quando o diagnóstico ocorre de forma tardia, o tratamento tende a ser mais complexo e as possibilidades de recuperação diminuem.

O caso de Luís Roberto reforça um alerta importante: sintomas persistentes não devem ser ignorados. A atenção ao próprio corpo e a busca por avaliação médica diante de qualquer sinal incomum são atitudes essenciais para garantir um diagnóstico mais rápido e eficaz. Em um cenário em que o tempo faz toda a diferença, informação e prevenção seguem sendo as principais aliadas na luta contra o câncer.

Dra. Natália S. Kliemann Sebben
Médica Patologista
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RQE – SC 11044 | RQE – PR 3056

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