O Brasil é um dos principais produtores de alimentos do mundo. Por trás dessa força que movimenta a economia, abastece mercados e leva alimentos à mesa de milhões de pessoas, estão os trabalhadores rurais, protagonistas de uma atividade essencial para o desenvolvimento do país. Segundo os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o número de trabalhadores rurais bateu recorde no primeiro trimestre de 2024, somando 28,6 milhões de pessoas.
Neste Dia do Trabalhador Rural, celebrado em 25 de maio, a Cresol — instituição financeira cooperativa que nasceu no campo, ao lado da agricultura familiar — reforça seu compromisso com quem transforma dedicação e trabalho em alimento, renda e desenvolvimento.

Sucessão no campo
É no interior de Imbuia (SC), que o jovem trabalhador rural, Gabriel Helder Erhardt, de 20 anos, representa a geração que escolheu permanecer no campo e dar continuidade ao legado da família. “Minha família sempre trabalhou na roça e é um costume que a gente leva. Meu avô fazia isso há muitos anos e hoje eu sigo fazendo também. É algo que inspira e motiva a continuar”, conta.
Gabriel trabalha desde cedo na agricultura ao lado do pai. Na propriedade eles cultivam cebola, fumo e outras culturas, em uma rotina marcada pelo esforço coletivo da família. “Aqui em casa é eu e o pai que tocamos a safra. A mãe ajuda em tudo também. Sempre tem alguma coisa para fazer, a gente está sempre trabalhando”, relata.
Apesar do amor pela atividade, ele reconhece os desafios enfrentados por quem vive da produção rural. Entre eles, a dificuldade em definir o preço dos produtos e os altos custos para manter a safra. “O produtor nunca impõe o preço do seu produto. É o mercado que manda. E os custos de produção estão cada vez mais altos”, afirma.
Mesmo diante das dificuldades, Gabriel diz que a conexão com a terra e a continuidade da história familiar são os principais motivos para seguir na atividade.
“Às vezes a gente pensa em largar tudo, mas não consegue. É uma lida que carrega história. Você planta, enfrenta dificuldade, perde safra por causa do clima, mas sempre encontra força para continuar.” Gabriel Helder Erhardt













