Com a confirmação de que as condições do El Niño já estão presentes no Oceano Pacífico equatorial, o Paraná se prepara para os impactos que pode vir a sofrer devido ao fenômeno climático. De acordo com Reinaldo Kneib, meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as mudanças devem começar a serem sentidas no estado a partir de julho.
Conforme explica o meteorologista, as previsões dos principais centros de monitoramento no mundo indicam que o estado paranaense deve registrar chuvas acima da média mensal até dezembro.

A confirmação da presença do El Niño foi feita pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana. Dados constatados pela NOAA revelam que a temperatura da superfície do mar já está acima de meio grau desde maio e as previsões apontam que essa temperatura seguirá subindo.
Conforme explica Reinaldo, o fenômeno se intensifica gradativamente e atinge o ápice entre a primavera e o verão de 2026/2027 do Hemisfério Sul. “A direção dos ventos na região do Oceano Pacífico equatorial, que era de leste para oeste, começou a mudar para o sentido contrário, trazendo as águas quentes da Oceania em direção ao oeste da América do Sul. Isso pode retroalimentar o aquecimento da água e muda o regime das tempestades em vários locais do planeta”, explica o meteorologista.
Há uma chance de 63% de um El Niño muito forte entre novembro e janeiro. A previsão aponta a possibilidade de que o fenômeno em 2026 seja classificado entre os maiores eventos do El Niño no registro histórico, iniciado em 1950, até o momento.












