/Carne suína ganha espaço na mesa das famílias, e nutricionista Lais Pizzatto explica por que o alimento pode fazer parte de uma dieta saudável

Carne suína ganha espaço na mesa das famílias, e nutricionista Lais Pizzatto explica por que o alimento pode fazer parte de uma dieta saudável

A carne suína vem conquistando cada vez mais espaço na alimentação dos brasileiros. Se antes era cercada por mitos e desconfiança, hoje o alimento é reconhecido pelo alto valor nutricional, pela variedade de cortes e pela versatilidade no preparo. A evolução dos sistemas de produção, os rigorosos controles sanitários e o acesso a informações baseadas em evidências contribuíram para mudar a percepção da população e impulsionar o consumo no país.

Para explicar os benefícios da carne suína e esclarecer as principais dúvidas sobre o alimento, o Canal 4 conversou com a nutricionista esportiva e estética Lais Pizzatto, profissional que atua tanto na área clínica quanto como nutricionista responsável técnica em uma indústria de alimentos. Segundo Lais, seu trabalho é pautado no atendimento individualizado, respeitando a realidade e os objetivos de cada paciente.

“Sou nutricionista esportiva e estética e trabalho ajudando pessoas a conquistarem uma alimentação mais saudável e sustentável, respeitando a rotina, os objetivos e a individualidade de cada paciente. Atendo diferentes públicos, com foco em emagrecimento, reeducação alimentar, hipertrofia e qualidade de vida. Além da atuação clínica, também exerço a função de nutricionista responsável técnica em uma indústria de alimentos, acompanhando processos que garantem a qualidade e a segurança dos produtos que chegam à mesa dos consumidores”, destaca.

A experiência tanto na prática clínica quanto na indústria permite que a profissional acompanhe de perto todas as etapas relacionadas à alimentação, desde a produção até a orientação nutricional dos pacientes.

Consumo cresce impulsionado pela informação

Nos últimos anos, a carne suína registrou aumento no consumo entre os brasileiros. Embora o preço competitivo tenha influência, Lais explica que a principal mudança ocorreu graças ao maior acesso à informação.

“Além do custo, houve uma grande evolução na produção da carne suína e um maior acesso à informação. Hoje sabemos que a carne suína conta com cortes bastante magros e pode fazer parte de uma alimentação saudável. Além disso, a maior variedade de cortes, a praticidade no preparo e as campanhas de esclarecimento ajudaram a desmistificar antigos preconceitos, contribuindo para que mais brasileiros incluíssem esse alimento na rotina.”

Segundo ela, muitos conceitos que ainda persistem são baseados em informações antigas e já não refletem a realidade da produção atual.

Mitos precisam ficar no passado

Entre as dúvidas mais frequentes está a ideia de que toda carne suína possui alto teor de gordura ou representa riscos à saúde. Para Lais, essas afirmações já não correspondem aos padrões atuais de produção.

“Um dos principais mitos é que toda carne suína é muito gordurosa ou faz mal à saúde. Atualmente, diversos cortes apresentam baixo teor de gordura e perfil nutricional semelhante ao de outras carnes. Outro equívoco é associar a carne suína à transmissão de doenças. Com os atuais sistemas de produção, inspeção sanitária e preparo adequado dos alimentos, esse risco é extremamente reduzido.”

Ela ressalta que, assim como ocorre com qualquer alimento de origem animal, o consumo seguro depende da procedência da carne e do preparo correto.

Proteína de qualidade e rica em nutrientes

Do ponto de vista nutricional, a carne suína oferece diversos benefícios para quem busca uma alimentação equilibrada. Lais explica que o alimento é fonte de proteínas de alto valor biológico, fundamentais para o funcionamento do organismo.

“A carne suína é uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico, importantes para a manutenção e recuperação da massa muscular e dos tecidos do organismo. Mas é importante escolher cortes magros e prepará-la de forma adequada.”

Além das proteínas, a nutricionista destaca a presença de vitaminas e minerais essenciais. “Ela também se destaca pelo teor de vitaminas do complexo B, que atuam no metabolismo energético e no funcionamento do sistema nervoso. Entre os minerais, os principais destaques são o ferro, o zinco, o fósforo e o selênio, nutrientes fundamentais para a imunidade, a produção de energia e diversas funções metabólicas.”

Cortes magros são excelentes opções

Quem deseja incluir a carne suína na alimentação sem abrir mão de uma dieta equilibrada pode optar pelos cortes mais magros. Segundo a nutricionista, algumas opções apresentam baixo teor de gordura e são excelentes escolhas para o dia a dia.

“Os cortes mais magros da carne suína incluem o lombo, o filé mignon suíno e o pernil sem a gordura aparente. Esses cortes apresentam menor teor de gordura quando comparados a outras partes do animal.”

Ela lembra que retirar a gordura aparente antes do preparo também ajuda a reduzir o teor de gordura da refeição.

Forma de preparo faz toda a diferença

Outro ponto importante destacado pela especialista é que o modo de preparo influencia diretamente na qualidade nutricional da carne. “Sim. O modo de preparo faz toda a diferença. Preparações assadas, grelhadas, cozidas ou feitas na air fryer preservam melhor as características nutricionais e evitam o excesso de gordura adicionada. Já frituras frequentes e preparações com muito óleo ou molhos ricos em gordura aumentam significativamente o valor calórico da refeição.”

Ou seja, mais do que escolher um corte adequado, é fundamental adotar formas de preparo que preservem os nutrientes e mantenham a refeição equilibrada.

Não existe uma frequência igual para todos

Questionada sobre quantas vezes a carne suína pode ser consumida ao longo da semana, Lais explica que não há uma resposta única.

“Não existe uma frequência única para todas as pessoas. O consumo depende das necessidades nutricionais, da idade, do nível de atividade física, do estado de saúde e dos demais alimentos presentes na dieta. O mais importante é manter variedade entre as fontes de proteína e escolher cortes magros dentro de um plano alimentar equilibrado.”

Ela reforça que uma alimentação saudável é construída pelo conjunto da dieta, e não apenas pelo consumo de um alimento isolado.

Alimento pode beneficiar pessoas de todas as idades

De acordo com a nutricionista, quando consumida de forma adequada, a carne suína pode fazer parte da alimentação de praticamente todos os públicos. “A carne suína pode beneficiar praticamente todos os públicos quando inserida de forma adequada na alimentação. Crianças, adultos, idosos e praticantes de atividade física podem aproveitar seus nutrientes de alta qualidade.”

Entretanto, ela ressalta que a orientação profissional continua sendo um diferencial importante para garantir uma alimentação personalizada. “O nutricionista orienta sobre os melhores cortes, as quantidades, as formas de preparo e a frequência de consumo, adaptando essas recomendações às necessidades individuais e aos objetivos de cada paciente, garantindo uma alimentação equilibrada e segura.”

Informação é a melhor aliada da saúde

Para Lais Pizzatto, o aumento do consumo da carne suína demonstra que a informação baseada em evidências vem substituindo antigos preconceitos. Quando escolhida corretamente, preparada de forma saudável e inserida em uma alimentação equilibrada, a carne suína pode oferecer proteínas de alta qualidade, além de vitaminas e minerais importantes para a saúde, beneficiando pessoas de diferentes faixas etárias e estilos de vida.

A profissional reforça que não existem alimentos “vilões” ou “milagrosos”. O segredo está no equilíbrio, na variedade e no acompanhamento de um nutricionista, capaz de adaptar a alimentação às necessidades individuais de cada pessoa.

Contato da nutricionista Lais Pizzatto

📱 Instagram: @nutrilaispizzatto

📲 WhatsApp: (42) 99920-2233

🔗 Linktree: linktr.ee/lais_pizzatto

📘 Facebook: Nutricionista Lais Pizzatto