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Estúdio G transforma atividade física em espaço de encontro, autoestima e redescoberta para mulheres 40+

Professora Giselle Camargo Feldmann fala sobre dança, menopausa, autoestima e os caminhos para uma vida mais ativa e com mais qualidade.

Para muitas mulheres, principalmente depois dos 40 anos, começar uma atividade física pode significar muito mais do que cuidar do corpo. Pode ser também uma oportunidade de recuperar a autoestima, fazer novas amizades, olhar para si mesma com mais carinho e redescobrir possibilidades que, com o passar dos anos, acabaram ficando em segundo plano.

É justamente com essa proposta que nasceu o Estúdio G, comandado pela professora Giselle Camargo Feldmann, que encontrou na dança e no movimento uma forma de trabalhar não apenas o condicionamento físico, mas também o bem-estar e o desenvolvimento pessoal das mulheres.

No quadro Canal 4 Pergunta, Giselle conta como a paixão pela dança começou ainda na infância, explica a proposta do Estúdio G e fala sobre os desafios e as transformações vividas pelas mulheres na maturidade.

Para começar, conte um pouco da sua história. Como surgiu a paixão pela atividade física e o que motivou a criação do Estúdio G?

Giselle: Eu sempre fui apaixonada por dança, desde muito pequena. Com aproximadamente cinco anos, já tinha um grupinho de dança em que a gente cantava e dançava no canto da quadra. Então, o exercício físico e a atividade física sempre estiveram presentes na minha vida.

A dança foi o motor da minha história. É algo que fez e faz parte de mim, da minha identidade.

O que me motivou a criar o Estúdio G foi a necessidade e a vontade de ter um espaço em que as mulheres pudessem se reencontrar, se redescobrir sem o peso das cobranças externas e sem a necessidade de dar conta de todas as exigências que a sociedade coloca sobre nós.

Queria um espaço seguro para criar conexões e fortalecer a mulher na sua essência.

Durante 35 anos trabalhei principalmente com crianças e adolescentes, tanto na escola como nos grupos de dança, mas sempre conectada com as mulheres. Agora, em uma fase mais madura da minha vida, passei a me dedicar exclusivamente às mulheres, tanto nas atividades físicas quanto no desenvolvimento pessoal e emocional de forma sistêmica.

Então, o motivo do Estúdio G existir é esse: ser um espaço de encontro entre mulheres, onde elas cuidam do corpo, mas também trabalham autoestima, pertencimento, emoções, autoconhecimento e a própria história.

Quais atividades são desenvolvidas no Estúdio G?

Giselle: No Estúdio G, desenvolvo atividades físicas voltadas principalmente para mulheres, unindo movimento, dança, condicionamento físico e, acima de tudo, bem-estar.

Trabalhamos com modalidades como Power Mix, Power Local e Kangoo Jump, além de atividades que estimulam mobilidade, flexibilidade e consciência corporal.

O Power Mix é uma aula de dança com coreografias, em que trabalhamos condicionamento cardiovascular, coordenação motora, ritmo e expressão corporal. É uma aula alegre e dinâmica, pensada para que a mulher se exercite, mas também se divirta e se permita.

O Power Local combina exercícios como step, jump, circuitos e movimentos de fortalecimento, proporcionando um trabalho mais completo de condicionamento físico, força e resistência.

Já o Kangoo Jump utiliza botas com sistema de absorção de impacto e proporciona uma atividade dinâmica e divertida, trabalhando principalmente o condicionamento cardiovascular, a resistência e a coordenação motora.

As atividades são voltadas especialmente para mulheres adultas e maduras, respeitando os diferentes níveis de condicionamento físico e as necessidades de cada uma.

Mais do que oferecer uma atividade física, o objetivo é criar um espaço em que a mulher possa se movimentar, cuidar do corpo, fortalecer a autoestima, criar vínculos e se sentir pertencente.

Por isso, acredito que o Estúdio G é muito mais do que um lugar para fazer exercício.

Por que o Estúdio G é voltado especialmente para mulheres acima dos 40 anos?

Giselle: Porque acredito que essa é uma fase de muitas transformações, tanto físicas quanto emocionais. É um momento em que a mulher começa a perceber mudanças no corpo, na disposição, na autoestima e, muitas vezes, também na forma como se enxerga e se relaciona consigo mesma.

Escolhi esse público porque, ao longo da minha trajetória, percebi o quanto essas mulheres precisam de um espaço em que possam se sentir acolhidas, compreendidas e, principalmente, fortalecidas.

Nessa fase da vida, existem necessidades muito importantes: manter a força muscular, a mobilidade, o equilíbrio e o condicionamento físico, cuidar da saúde óssea e cardiovascular, além de preservar a autonomia e a qualidade de vida.

Mas existe também uma necessidade que considero fundamental: olhar para a mulher além do corpo físico.

Muitas chegam nessa fase sentindo que perderam um pouco da sua identidade, da autoestima ou até do prazer de cuidar de si.

Por isso, no Estúdio G, a atividade física é uma ferramenta para muito mais do que melhorar o condicionamento. É uma oportunidade de se reconectar consigo mesma, fazer novas amizades, compartilhar experiências, fortalecer a autoestima e perceber que ainda existem muitos sonhos, possibilidades e descobertas pela frente.

Eu acredito que, depois dos 40, a mulher não precisa diminuir seus sonhos nem se esconder. Pelo contrário: ela pode se movimentar, se fortalecer, se redescobrir e viver essa fase com muito mais presença e potência.

A menopausa ainda é cercada por tabus. Como a atividade física pode ajudar nesse período?

Giselle: A menopausa ainda é um tema cercado por muitos tabus, e acredito que falar sobre ela é uma forma de ajudar as mulheres a entenderem que as mudanças que acontecem nessa fase fazem parte de um processo natural da vida.

A prática de exercícios físicos pode ser uma grande aliada nesse período. Ela contribui para a manutenção da massa muscular e da força, ajuda na saúde dos ossos, melhora o condicionamento cardiovascular, o equilíbrio e a disposição, além de favorecer o sono e o bem-estar emocional.

Mas também vejo a atividade física como uma ferramenta de reconexão com o próprio corpo.

Muitas mulheres passam pela menopausa sentindo que não reconhecem mais o corpo que têm. O exercício pode ajudá-las a perceber novamente sua força, sua capacidade e sua potência.

A menopausa não precisa ser encarada como uma fase de perdas ou limitações. É uma fase de transformação.

Por isso, gosto de dizer que a menopausa não precisa ser vivida no silêncio ou na vergonha. Precisamos falar sobre ela, entender o nosso corpo e encontrar formas de atravessar essa fase com mais informação, movimento, acolhimento e qualidade de vida.

O que você diz para as mulheres que têm medo ou insegurança de começar?

Giselle: Eu costumo dizer: não espere estar preparada para começar. Comece para se preparar.

Muitas chegam ao Estúdio G dizendo que não têm condicionamento, que estão enferrujadas, que não sabem dançar ou que têm medo de não conseguir acompanhar. E eu sempre digo que ninguém precisa chegar pronta.

Cada uma começa de onde está, respeitando o próprio corpo e o próprio ritmo.

Também entendo que a falta de tempo é uma realidade para muitas mulheres. Por isso, acredito que cuidar de si não deve ser visto como um luxo ou como algo que fazemos somente quando sobra tempo. É uma forma de cuidar da nossa saúde e garantir mais qualidade de vida para continuar cuidando de tudo e de todos que fazem parte da nossa vida.

E existe também a insegurança. Muitas mulheres chegam tímidas, observando as outras, com medo de errar. Mas, aos poucos, percebem que ali ninguém está julgando ninguém.

A gente ri, erra, tenta de novo, aprende e, principalmente, se diverte juntas.

Então, para quem está pensando em começar, eu diria: venha como você está. Não precisa saber dançar, não precisa estar em forma e não precisa ter experiência.

O primeiro passo é simplesmente se permitir.

Depois que você começa, percebe que é capaz de muito mais do que imaginava.

E quais transformações você percebe além do corpo?

Giselle: Eu percebo mudanças muito profundas. Muitas mulheres chegam ao Estúdio G buscando apenas uma atividade física, mas, com o tempo, percebem que estão encontrando muito mais do que isso.

A primeira mudança que observo é na autoestima. Elas começam a se olhar de outra forma, a perceber suas capacidades e a se sentir mais confiantes.

Também percebo mudanças importantes no bem-estar emocional. A aula se torna um momento de pausa na rotina, em que elas deixam um pouco de lado as preocupações e se concentram naquele momento.

A dança, a música, o movimento e a convivência com outras mulheres criam um ambiente muito acolhedor.

E existe algo que considero muito especial: o sentimento de pertencimento.

Elas criam vínculos, fazem amizades, compartilham experiências e percebem que não estão sozinhas nas dificuldades e transformações dessa fase da vida.

Para mim, é muito gratificante ver uma mulher chegar mais fechada, insegura ou desanimada e, depois de algum tempo, vê-la sorrindo, se arrumando para a aula, fazendo novas amizades e ocupando novamente um espaço na própria vida.

Por isso, acredito que o exercício físico transforma muito mais do que o corpo. Ele pode transformar a maneira como a mulher se enxerga, como se relaciona com o mundo e como se permite viver.

Enquanto elas estão movimentando o corpo, também estão, de alguma forma, movimentando a própria vida.

Existe alguma história de aluna que marcou sua trajetória?

Giselle: Existem tantas histórias que seria difícil escolher apenas uma.

Uma das coisas que mais me chama a atenção é a força do carinho, do cuidado e da união que existe dentro do grupo.

Penso, por exemplo, na Mari e na Vivi, que superaram quadros muito sérios de câncer. Histórias como as delas mostram a força e a capacidade de superação que existe em cada mulher.

Também vejo mulheres mais maduras que, através da dança e da convivência com o grupo, conseguem se redescobrir enquanto mulheres plenas, bonitas, ativas física e mentalmente.

Mulheres que passam por perdas familiares, por momentos muito doloridos e por questões que ficam marcadas no coração, na memória e nos sentimentos, e que acabam encontrando, através da dança e do grupo, uma nova razão para viver e para se reconectar consigo mesmas.

São tantas histórias que até me emociono ao pensar nisso.

O que mais me encanta é perceber que o grupo, ao mesmo tempo em que possibilita que cada mulher se descubra enquanto indivíduo, também se transforma em suporte para todas as outras que estão ali.

Cria-se uma verdadeira rede de apoio, proteção e suporte.

E existe um momento que, para mim, representa muito essa transformação: quando elas começam a dançar e, aos poucos, deixam de olhar apenas para mim e começam a olhar para si mesmas no espelho.

Acho que esse é um dos maiores presentes que a dança e a atividade física podem proporcionar: quando você começa a se olhar e a se reconhecer enquanto indivíduo, enquanto o universo que você é.

E percebe que tudo aquilo de maravilhoso que você procura não está necessariamente fora, mas existe, principalmente, dentro de você.

Para quem deseja conhecer o Estúdio G, como entrar em contato?

Giselle: O primeiro passo é muito simples: é só entrar em contato comigo pelas redes sociais ou pelo WhatsApp (42) 98805-8713.

Faço questão de conversar com cada mulher, entender o que ela procura e indicar a modalidade que mais combina com o seu momento e com os seus objetivos.

Também é possível agendar uma aula experimental para conhecer o espaço, experimentar a atividade e, principalmente, sentir a energia do nosso grupo.

Nas redes sociais, compartilho um pouco da nossa rotina, das aulas, das histórias das nossas mulheres e também conteúdos sobre atividade física, saúde, menopausa, autoestima e qualidade de vida.

Quem quiser acompanhar o meu trabalho pode me encontrar no Instagram @estudiogprofegi.

E deixo um convite especial: não tenha medo de começar. Venha conhecer o Estúdio G, venha experimentar, venha se permitir.

Talvez você descubra aqui não apenas uma atividade física, mas um espaço para cuidar de você, fazer novas amizades, se fortalecer e se reencontrar.

Porque, no Estúdio G, a gente acredita que nunca é tarde para começar a se movimentar e descobrir uma nova versão de si mesma.