A família de um homem que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) afirma que teria ocorrido negligência durante o atendimento realizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Orestes Golanovski, em Canoinhas. O caso foi divulgado pelo portal JMais. Segundo os familiares, o paciente foi levado pelo Samu à unidade na madrugada de segunda-feira, dia 14, apresentando sintomas que posteriormente teriam sido relacionados ao AVC.
De acordo com o relato da família, o homem teria sido atendido inicialmente por um quadro de pressão alta, recebido medicamentos e posteriormente liberado para retornar para casa. Os familiares afirmam que, naquele momento, ele apresentava dificuldade para caminhar, desvio na boca e perda de força no lado esquerdo do corpo. Ainda segundo a família, nenhum exame de imagem teria sido realizado durante o atendimento na UPA.
Na terça-feira, dia 15, o paciente foi encaminhado ao hospital de Três Barras, onde, conforme os familiares, recebeu o diagnóstico de AVC e permaneceu internado até receber alta para continuar o tratamento em casa. A família relata ainda que teria sido informada de que o tempo transcorrido desde o início dos sintomas poderia ter comprometido a utilização de tratamentos que dependem de uma janela terapêutica específica. Os familiares também questionam a suposta ausência de receita ou documentação entregue ao paciente após o primeiro atendimento.
Em nota, a organização responsável pela administração da UPA apresentou uma versão diferente. Segundo a unidade, o paciente deu entrada por volta das 0h30, transportado pelo Samu, com queixa de pico hipertensivo e dores nas pernas. A nota informa que foram verificados pressão arterial, glicemia e saturação, além de avaliação médica e administração de medicamentos. Conforme a instituição, o paciente permaneceu em observação até aproximadamente 3h30 e foi liberado após apresentar melhora do quadro, com força preservada nas pernas.














