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Doze policiais militares são afastados após investigação sobre imagens de tortura no Paraná; operação chega a 12 cidades

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em municípios paranaenses, incluindo Curitiba, Guarapuava, Pato Branco, Francisco Beltrão e Umuarama. Três pessoas foram presas em flagrante.

Doze policiais militares foram afastados das atividades operacionais nesta sexta-feira (16) durante uma operação que investiga o compartilhamento de imagens de tortura, violência e possíveis abusos de autoridade envolvendo agentes da Polícia Militar do Paraná (PMPR).

A ação, conduzida pela Corregedoria-Geral da PM, cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em 12 municípios paranaenses. Durante a operação, três pessoas foram presas em flagrante por irregularidades relacionadas a armas e munições.

A investigação apura a participação de policiais na divulgação de fotos e vídeos registrados durante ocorrências, incluindo cenas de violência contra pessoas detidas ou em situação de vulnerabilidade. O caso é um desdobramento da Operação Zeitgeist, iniciada em junho deste ano.

Veja as cidades onde a operação foi realizada

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos seguintes municípios do Paraná:

  • Curitiba
  • São José dos Pinhais
  • Pinhais
  • Almirante Tamandaré
  • Cerro Azul
  • Guarapuava
  • Pato Branco
  • Mandaguaçu
  • Nova Esperança
  • Paranavaí
  • Francisco Beltrão
  • Umuarama

A investigação também teve desdobramento em Santa Catarina, onde foi cumprido um mandado contra um policial militar do Paraná que reside no estado vizinho.

Imagens eram compartilhadas na internet

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Militar, a investigação começou após uma denúncia sobre a publicação de imagens de violência durante abordagens policiais em um perfil nas redes sociais identificado como “militardoparana”.

As apurações indicaram que o administrador da página, um homem de 22 anos que não integra a corporação, publicava trechos dos vídeos no Instagram. Para acessar versões completas do material, os interessados poderiam pagar pelo conteúdo, disponibilizado por meio do aplicativo Telegram. O perfil chegou a reunir aproximadamente 23 mil seguidores antes de ser desativado após a repercussão do caso. O grupo utilizado para compartilhar os arquivos também foi excluído.

De acordo com a investigação, parte das imagens mostrava pessoas detidas, feridas ou em situação de vulnerabilidade, além de registros feitos no interior de viaturas e em instalações policiais. Entre os episódios investigados estão cenas de violência contra pessoas em situação de rua.

Policiais são investigados

Entre os 12 policiais afastados está um oficial da corporação. Conforme as informações divulgadas, parte dos agentes aparece nas gravações, enquanto outros são investigados por supostamente participar de grupos de mensagens nos quais o material era compartilhado ou por encaminhar imagens à página.

Durante as buscas, foram apreendidos dispositivos eletrônicos que poderão auxiliar na identificação da origem dos arquivos e no esclarecimento da participação de cada investigado. Também houve apreensão de arma de fogo e munições. A Polícia Militar informou que os afastamentos têm caráter cautelar. A eventual responsabilização dos envolvidos dependerá das provas reunidas durante a investigação, que busca esclarecer como as imagens foram obtidas, compartilhadas e divulgadas.