Investigação apurou que o suspeito teria praticado masturbação dentro de um carro enquanto observava três estudantes de 13 anos; caso foi encaminhado para as medidas legais cabíveis.

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, concluiu uma investigação sobre um caso de violência sexual ocorrido nas proximidades do Colégio Cívico-Militar Nicolau Copérnico, em Mallet, e indiciou um homem de 29 anos.
O episódio foi registrado em 24 de setembro de 2026, na Rua Estanislau Gluszczynski, em uma via lateral à instituição de ensino.
Conforme as informações apuradas durante a investigação, três adolescentes de 13 anos teriam percebido um homem dentro de um automóvel praticando atos de masturbação enquanto olhava em direção a elas. A situação foi comunicada à rede de proteção, que encaminhou o caso ao Conselho Tutelar e, posteriormente, à Polícia Civil.
Durante as diligências, os investigadores conseguiram identificar o veículo utilizado na ocorrência e, a partir da identificação do proprietário, chegaram ao suspeito apontado como autor dos fatos.
Segundo a Polícia Civil, a conduta investigada está prevista no artigo 218-A do Código Penal, que trata da prática de atos libidinosos na presença de menores de 14 anos, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de outra pessoa.
A pena prevista é de reclusão, além de multa, conforme a legislação aplicável. Como o caso envolve mais de uma adolescente, a responsabilização e a eventual aplicação de penas dependerão da análise das circunstâncias e da decisão judicial.
O indiciamento representa a conclusão da etapa investigativa pela Polícia Civil e não equivale a uma condenação. A responsabilidade criminal do investigado deverá ser definida pelas autoridades judiciais competentes.
Polícia reforça alerta para a proteção de crianças e adolescentes
A Polícia Civil destaca que a exposição deliberada de crianças e adolescentes a atos de natureza sexual pode configurar crime mesmo quando não há contato físico com as vítimas.
A instituição orienta pais, responsáveis, professores e profissionais da educação a ficarem atentos a comportamentos suspeitos nas proximidades de escolas e a comunicarem situações dessa natureza às autoridades.
A denúncia de episódios de exposição sexual, abordagens indevidas ou outras condutas suspeitas envolvendo menores contribui para a identificação dos responsáveis e para a adoção das medidas legais cabíveis. A proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade de toda a sociedade.












