Vilson Delvoss, de 51 anos de idade, o morador da Área Industrial de Porto União que foi baleado no dia 25 de outubro, enquanto comemorava o resultado das eleições que garantiu a reeleição do presidente Lula, morreu nesta quinta-feira, dia 05 de novembro, no hospital. A informação foi confirmada por familiares.

Conforme apurado pela reportagem do Canal 4 TV, desde a noite em que foi baleado Vilson lutava pela vida no hospital. Seu quadro clínico não apresentou melhora e o morador acabou entrando em óbito.
Vilson Delvoss, de 51 anos, foi atingido por cinco disparos enquanto comemorava o resultado das eleições em frente à própria residência. Ele era apoiador declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e há muitos anos participa de atividades políticas em defesa de suas convicções. O filho da vítima presenciou o ataque e relatou que não houve discussão ou provocação. O suspeito, que era vizinho e mantinha relação de amizade com a vítima, foi preso após fugir do local.

Na semana passada, familiares relataram detalhes do dia em que a vítima foi baleada. De acordo com o relato, o suspeito, que era vizinho de Vilson e se apresentava como amigo da família, permaneceu próximo a um caminhão estacionado na rua, observando a movimentação por aproximadamente cinco a dez minutos.
A família afirma que, após algumas pessoas deixarem o local, Vilson ficou em frente à residência, acompanhado de um amigo. Foi nesse momento que o suspeito teria se aproximado e iniciado o ataque.
“Tá bom, né? Vamos ver se tá bom”
Conforme o relato do filho, o homem caminhou em direção a Vilson e disse: “Tá bom, né? Vamos ver se tá bom”, em referência ao resultado das eleições.
Na sequência, o suspeito sacou uma arma e efetuou os disparos. Segundo a família, o primeiro tiro atingiu o abdômen da vítima. Vilson ainda conseguiu colocar as mãos à frente da arma, em uma tentativa de se proteger, mas foi atingido por outros disparos.
Ao todo, cinco tiros acertaram Vilson, atingindo regiões do abdômen, da mão, do cotovelo e da perna. O amigo que estava próximo também foi atingido por um disparo de raspão no braço.
A família acredita que o suspeito tenha utilizado um revólver aparentemente de calibre .38 e que todos os seis disparos da arma tenham sido efetuados.
Os familiares ressaltam que não houve discussão, briga ou provocação antes do ataque. Segundo o filho, Vilson não havia ingerido bebida alcoólica e estava apenas comemorando o resultado das eleições com amigos.
Após ser atingido, Vilson ainda conseguiu caminhar alguns metros antes de cair na calçada. Um bombeiro que mora nas proximidades prestou os primeiros socorros até a chegada do atendimento de emergência.
A vítima foi encaminhada ao hospital e passou por uma cirurgia de emergência considerada gravíssima. Ele ficou hospitalizado por 11 dias, não resistindo aos ferimentos e entrando em óbito.











