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Temporais no Sul: Tucanos Seguros explica quais danos podem ser cobertos pelo seguro e como solicitar indenização

Rajadas de vento, chuvas intensas e alagamentos registrados recentemente na região Sul do país deixaram prejuízos em imóveis, veículos e lavouras. Depois que a água baixa ou que o vento passa, quem tem seguro precisa saber se os estragos estão previstos na apólice e quais providências deve tomar para solicitar uma possível indenização.

O empresário Célio de Assis Correia, conhecido como Célio Tucano, da Tucanos Seguros, de Porto União, esclarece as principais dúvidas sobre o assunto e explica quais coberturas podem proteger o patrimônio, como agir depois de um temporal e quais cuidados devem ser tomados antes de contratar ou renovar um seguro.

Quais danos causados por temporais podem ter cobertura de seguro?

Nos seguros residenciais e empresariais, existem coberturas específicas para diferentes fenômenos climáticos. Entre elas estão as proteções contra vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo, que podem ser contratadas de acordo com as necessidades do segurado e as condições oferecidas pela seguradora.

Entre os principais danos que podem ter cobertura estão:

Destelhamento: remoção ou quebra de telhas pela força do vento ou pelo impacto do granizo, além de danos em calhas e rufos.

Quebra de vidros: danos em janelas, portas de vidro, claraboias ou fachadas espelhadas atingidas pelo vento ou por objetos arremessados.

Impacto de granizo: perfurações e estragos estruturais provocados pelas pedras de gelo.

Queda de árvores: danos à estrutura da residência ou empresa provocados pela queda de árvores ou galhos devido ao vento. Algumas seguradoras exigem cobertura específica para essa situação.

Alagamento e inundação: danos causados pelo transbordamento de rios, retorno de bueiros ou acúmulo de água da chuva. Essa proteção geralmente é contratada à parte e não está automaticamente incluída na cobertura de vendaval.

Danos elétricos: queima de eletrodomésticos, eletrônicos ou máquinas provocada por oscilações na rede de energia, inclusive em situações relacionadas à queda de raios. Para isso, é necessário verificar a contratação da cobertura adicional de danos elétricos.

Célio Tucano chama a atenção para a importância de entender a origem dos prejuízos. Em uma situação em que o vento arranca parte do telhado e a chuva entra pela abertura, molhando móveis e equipamentos, a análise pode considerar o vendaval como causa inicial dos danos. A possibilidade de indenização pelos bens atingidos, entretanto, depende das condições e dos limites previstos na apólice.

Já quando a água entra no imóvel pelo transbordamento de um rio, pelo retorno de bueiros ou pelo acúmulo de chuva, é necessário verificar a existência da cobertura específica para alagamento ou inundação.

Como funciona a proteção para residências, veículos e propriedades rurais?

A proteção para residências, veículos e propriedades rurais funciona por meio de apólices específicas, nas quais as coberturas básicas e adicionais determinam quais prejuízos poderão ser indenizados.

Embora o objetivo seja proteger o patrimônio, o funcionamento e os riscos cobertos mudam conforme a modalidade de seguro.

No caso dos veículos, é importante verificar se a apólice contempla danos causados por granizo, alagamentos e inundações, além das condições estabelecidas para cada situação.

Para propriedades rurais, o produtor precisa conferir quais bens estão incluídos na proteção e quais riscos climáticos estão previstos para as lavouras, máquinas, equipamentos e demais estruturas da propriedade.

O empresário Célio Tucano recomenda que quem já possui uma apólice faça uma revisão das condições contratadas para verificar se a proteção continua atendendo às necessidades da família, da empresa ou da propriedade rural.

A Tucanos Seguros, em Porto União, também está à disposição para esclarecer dúvidas e orientar os interessados sobre as diferentes modalidades de proteção.

O que o segurado deve fazer após um temporal causar prejuízos?

Depois que um temporal provoca estragos, o segurado precisa agir com rapidez e organização. Algumas providências são importantes para evitar que os danos aumentem e facilitar a análise do pedido de indenização pela seguradora.

1. Garantir a segurança e evitar o aumento dos danos

O primeiro cuidado é preservar a segurança. É importante manter distância de estruturas instáveis, cabos elétricos caídos e áreas inundadas que possam apresentar risco de eletrificação.

Quando houver condições seguras, o segurado pode tomar medidas provisórias para evitar o agravamento dos prejuízos, como colocar uma lona temporária em um telhado danificado ou proteger móveis e objetos que ficaram expostos à chuva.

2. Registrar todos os prejuízos

Outro passo importante é documentar os estragos antes de começar a limpeza ou retirar os objetos do local.

Fotos e vídeos devem registrar diferentes ângulos dos danos, mostrando telhados, água acumulada, aparelhos queimados, móveis atingidos ou a lataria de veículos danificados.

Também é recomendável guardar os objetos danificados, telhas quebradas e peças destruídas, sempre que isso for seguro e possível. A seguradora poderá solicitar uma vistoria técnica para avaliar os prejuízos.

3. Acionar a seguradora o quanto antes

O segurado deve comunicar o ocorrido à Tucanos Seguros ou diretamente aos canais de atendimento da seguradora responsável pela apólice.

Também é importante verificar se o contrato oferece serviços de assistência emergencial, como chaveiro, encanador, eletricista, guincho para veículos ou serviços de desentupimento e limpeza.

Caso esses serviços estejam previstos na apólice, o segurado poderá solicitar o atendimento conforme as condições contratadas.

4. Reunir a documentação necessária

A documentação exigida pode variar conforme a seguradora e o tipo de ocorrência. Entre os documentos que costumam ser solicitados estão: Cópias do RG e CPF e comprovante de residência; Apólice do seguro ou número do contrato; Boletim de Ocorrência (B.O.), quando necessário; Laudo do Corpo de Bombeiros ou da Defesa Civil, especialmente em situações de grandes desastres ou quedas de árvores; Orçamentos para reparos, conforme as orientações da seguradora.

O que o segurado deve evitar?

Célio Tucano também chama a atenção para alguns cuidados importantes durante o processo de acionamento do seguro.

Uma das orientações é evitar a realização de reparos definitivos antes da vistoria ou da autorização da seguradora, exceto quando forem necessárias medidas emergenciais para proteger pessoas e evitar o agravamento dos danos. Sempre que possível, o segurado deve registrar a situação e entrar em contato com a seguradora antes de realizar os serviços.

Outro cuidado é não tentar ligar equipamentos elétricos que tenham sido molhados pela água ou dar partida em veículos que ficaram submersos. Isso pode provocar danos ainda maiores aos equipamentos, motores e circuitos elétricos.

Quais cuidados devem ser tomados antes de contratar um seguro?

Para evitar surpresas justamente no momento em que mais precisa de proteção, o consumidor deve prestar atenção aos detalhes antes de contratar uma apólice.

Célio Tucano destaca alguns pontos fundamentais:

1. Conheça as coberturas básicas e adicionais

O consumidor não deve contratar um seguro acreditando que ele cobre qualquer tipo de imprevisto.

É importante entender o que está incluído na cobertura básica. No seguro residencial, por exemplo, ela costuma contemplar incêndio, queda de raio e explosão, conforme as condições do produto contratado.

Também é necessário avaliar os riscos da região onde o imóvel está localizado. Quem mora próximo a rios ou em áreas com muitas árvores e exposição a ventos fortes deve verificar a possibilidade de incluir coberturas para alagamento, vendaval e danos elétricos.

2. Atenção às cláusulas de exclusão

Tão importante quanto saber o que está protegido é conhecer as situações que não estão cobertas pelo seguro.

Por isso, é fundamental ler a parte do contrato que trata dos riscos excluídos e verificar as condições específicas de cada cobertura.

No seguro de automóvel, por exemplo, podem existir restrições relacionadas à tentativa de atravessar áreas alagadas, dependendo das circunstâncias e das condições contratuais.

3. Avalie os valores das franquias

A franquia é a parte do prejuízo que fica sob responsabilidade do segurado em determinadas situações de sinistro.

Uma franquia mais alta pode reduzir o preço do seguro, mas significa que o consumidor terá de desembolsar um valor maior quando precisar realizar um reparo.

Já uma franquia mais baixa pode aumentar o custo da contratação, mas reduzir a participação financeira do segurado em caso de prejuízo.

Também é importante verificar se a franquia se aplica a todas as coberturas ou somente a algumas delas, como colisões no seguro de automóvel ou vendavais no seguro residencial.

4. Informe corretamente os dados no questionário de risco

O preenchimento correto das informações solicitadas pela seguradora é fundamental.

Omitir ou fornecer dados incorretos para tentar reduzir o valor do seguro pode trazer problemas na hora de solicitar uma indenização.

Entre as informações que merecem atenção estão o endereço onde o veículo costuma permanecer durante a noite e a finalidade de utilização do imóvel, como residencial ou comercial.

Informações incorretas ou omitidas podem comprometer o direito à indenização, conforme as condições contratuais e a legislação aplicável.

5. Estabeleça corretamente o valor dos bens

Outro ponto importante é o Limite Máximo de Indenização (LMI), que representa o valor máximo que a seguradora poderá pagar em determinada cobertura, conforme as condições da apólice.

Esse valor deve ser compatível com o patrimônio que se pretende proteger.

Se uma residência e seus bens possuem valor estimado de R$ 500 mil, por exemplo, contratar uma proteção de apenas R$ 200 mil pode resultar em uma indenização insuficiente para recuperar o patrimônio.

Por outro lado, estabelecer um valor muito acima do necessário pode encarecer o seguro sem garantir uma indenização superior ao prejuízo efetivamente coberto.

6. Pesquise a reputação da seguradora e do corretor

Antes de fechar contrato, o consumidor também deve verificar se a seguradora e o corretor estão devidamente regularizados junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Outra recomendação é pesquisar a reputação da empresa em canais de avaliação e reclamação, como o Reclame Aqui e o Consumidor.gov.br, observando o histórico de atendimento e a solução de problemas apresentados pelos clientes.

Existem coberturas específicas para vendavais, granizo e alagamentos?

Sim. Existem coberturas específicas para vendavais, granizo e alagamentos, mas elas funcionam de maneiras diferentes, dependendo da modalidade de seguro e das condições estabelecidas pela seguradora.

Nos seguros residenciais e empresariais, esses fenômenos geralmente não estão incluídos automaticamente na cobertura básica e precisam ser contratados como proteções adicionais.

Cobertura de vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo

Essa modalidade de proteção pode contemplar danos provocados diretamente pela força do vento, como destelhamento, queda de muros e quebra de vidros, além de prejuízos causados pelo impacto das pedras de gelo, como perfurações em telhados e danos em fachadas.

Um exemplo é quando o vento destelha uma residência e, na sequência, a chuva molha móveis e outros objetos que estavam no interior do imóvel. Nessa situação, a possibilidade de indenização pelos danos decorrentes da entrada de água deve ser analisada conforme a cobertura contratada, a relação entre os danos e as condições da apólice.

Cobertura de alagamento e inundação

Essa proteção é independente da cobertura de vendaval e tem como objetivo amparar prejuízos causados pela entrada de água no imóvel em situações como transbordamento de rios, canais, retorno de bueiros e enchentes provocadas por chuvas intensas.

Um detalhe importante é que nem todas as seguradoras oferecem essa cobertura para imóveis localizados em áreas historicamente sujeitas a enchentes ou consideradas de alto risco.

Por isso, é fundamental verificar as condições de contratação e as restrições existentes antes de fechar o seguro.

Por que avaliar a apólice antes de precisar utilizar o seguro?

Para Célio Tucano, conhecer as condições do seguro antes de enfrentar uma situação de emergência é fundamental para evitar surpresas e prejuízos financeiros.

O contrato estabelece quais riscos estão protegidos, quais situações são excluídas, os limites de indenização e as condições necessárias para solicitar o pagamento.

Por isso, não basta apenas ter um seguro contratado. É preciso saber exatamente o que está protegido e se as coberturas correspondem aos riscos aos quais o patrimônio está exposto.

Com os recentes episódios de temporais e alagamentos registrados na região Sul, a orientação é revisar as apólices e esclarecer todas as dúvidas antes que uma nova situação de emergência aconteça.

A Tucanos Seguros, de Porto União, está à disposição para orientar famílias, empresários e produtores rurais sobre as modalidades de seguro, as coberturas disponíveis e os cuidados necessários para proteger seus bens. Se você deseja conhecer melhor os serviços, conferir as opções de proteção ou esclarecer dúvidas sobre seguros, [clique aqui e acesse o site oficial da Tucanos Seguros]