Uma operação policial foi deflagrada na manhã desta quarta-feira, dia 20 de maio para desarticular uma organização criminosa com atuação no Sudoeste do Paraná. Batizada de Operação Baronato, ela teve inicio a partir de investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Palmas com apoio do Núcleo de Investigações Qualificadas da Divisão Policial do Interior.
A ação cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e resultou no cumprimento de 25 mandados de prisão temporária, além de uma prisão em flagrante. Cerca de 130 policiais civis, militares e penais participaram da ação. Além de Pato Branco, Palmas e Dois Vizinhos, houve cumprimento de mandados em União da Vitória, Planaltina do Paraná, São José dos Pinhais, Francisco Beltrão e Santa Terezinha do Oeste.

Os alvos da operação são integrantes regionais de uma facção criminosa nacionalmente conhecida. Embora a investigação também envolva tráfico de drogas, o principal objetivo foi enfraquecer a estrutura organizacional do grupo na região. Cinco investigados ainda não foram localizados e são considerados foragidos.
Um dos pontos destacados na operação foi a expressiva presença de mulheres entre os alvos. O delegado explicou que elas estariam ligadas à ala feminina do grupo criminoso e atuariam como articuladoras e repassadoras de informações internas. A maioria das investigadas é jovem e já possui passagens policiais, principalmente por tráfico de drogas. Uma delas, inclusive, já estava presa e teve mandado cumprido dentro da Cadeia Pública de Dois Vizinhos.
A delegada Alini Simadon explicou que o aumento da atuação feminina está relacionado ao fato de muitos homens estarem presos nas cadeias públicas da região e no presídio de Francisco Beltrão.
Segundo ela, após operações anteriores realizadas em Palmas em 2023 e 2024, diversos criminosos foram detidos e as mulheres passaram a manter o funcionamento da organização fora do sistema prisional. Ela destacou que os homens presos continuavam em contato com integrantes em liberdade, repassando ordens e informações.
Questionados sobre o elo entre o crime organizado e os presídios, os delegados afirmaram que a comunicação não ocorria apenas por visitas presenciais, mas também por redes sociais e celulares de dentro da cadeia. A Polícia afirma que a investigação continua e pode avançar sobre movimentações financeiras e outros integrantes do grupo.
Fonte: Portal RBJ














