A Polícia Federal intensificou as investigações sobre um esquema de tráfico internacional de mulheres para exploração sexual em Santa Helena, no Oeste do Paraná. A apuração começou após denúncias de que mulheres paraguaias estariam sendo mantidas em situação de cárcere privado dentro de um prostíbulo da cidade.

De acordo com a PF, duas mulheres paraguaias foram resgatadas no início de maio depois de relatarem que estavam no local contra a própria vontade. Conforme destacou o site Banda B, uma delas estava acompanhada da filha menor de idade. As vítimas foram encontradas após informações repassadas por autoridades do Paraguai.
As investigações apontam que as mulheres eram atraídas ao Brasil com falsas promessas de emprego e melhores condições de vida. Ao chegarem ao estabelecimento, passavam a sofrer restrições de liberdade, controle psicológico e um sistema de “servidão por dívidas”, onde valores supostamente cobrados pelos responsáveis impediam que elas deixassem o local.
Na última segunda-feira, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão para recolher celulares, documentos e anotações que possam comprovar a atuação da organização criminosa. A operação investiga crimes de tráfico de pessoas, exploração sexual, redução à condição análoga à escravidão, rufianismo, manutenção de casa de prostituição e associação criminosa.
Segundo a PF, ao menos dez mulheres paraguaias foram identificadas durante as diligências. Duas delas pediram resgate imediato aos policiais e denunciaram abusos sofridos no local.
Os responsáveis pelo estabelecimento não foram encontrados durante as ações policiais. O caso segue sob investigação da Polícia Federal de Foz do Iguaçu e, em caso de condenação, os envolvidos podem pegar penas que chegam a 28 anos de prisão.















