/Caso Pamela: Polícia conclui que mulher mentiu durante investigações e teve participação no crime; ela foi denunciada ao Ministério Público

Caso Pamela: Polícia conclui que mulher mentiu durante investigações e teve participação no crime; ela foi denunciada ao Ministério Público

Rosane Padilha, de 36 anos, moradora de General Carneiro e namorada de Adenir Rodrigues à época dos fatos, foi denunciada ao Ministério Público do Paraná pelos crimes de feminicídio e fraude processual no caso Pamela Lins, que chocou toda a região.

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A mulher foi apontada pela Polícia Civil como cúmplice do namorado no crime brutal contra a adolescente de apenas 15 anos. Com a conclusão do inquérito, os investigadores entenderam que Rosane mentiu em seus depoimentos, esteve presente durante toda a ação criminosa e ainda teria tentado ocultar provas após o suicídio de Adenir.

O delegado responsável pelo caso, Dr. Thiers Andregotti, conversou com a reportagem do Canal 4 TV e apresentou detalhes da investigação, que se estendeu por cerca de um ano e foi marcada por inúmeras oitivas, perícias e diligências.

Durante a investigação, Rosane alegou que permaneceu trancada em um quarto e sem acesso ao próprio celular enquanto o namorado cometia o crime. No entanto, a perícia realizada em seu aparelho apontou que a versão apresentada não correspondia aos fatos. Em uma mensagem enviada à filha, ela também relatou que Pamela estaria desaparecida durante todo o dia, situação que, segundo a polícia, reforça os indícios de sua participação ativa no caso.

As investigações também apontaram que, após a morte de Adenir, Rosane teria levado o celular dele até um familiar, que posteriormente realizou a formatação do aparelho, eliminando possíveis elementos de prova que poderiam auxiliar no esclarecimento dos fatos.

Outro ponto destacado pela Polícia Civil é que a mulher teria queimado objetos pertencentes à vítima e itens da residência onde o crime ocorreu. Entre os materiais destruídos estavam um cabo de carregador e um chicote, que, conforme apontou a perícia, continham vestígios de sangue humano.

Além disso, os investigadores identificaram diversas inconsistências nos depoimentos prestados por Rosane ao longo da apuração. Em diferentes momentos, ela teria apresentado versões contraditórias sobre os acontecimentos, o que contribuiu para o entendimento da polícia de que houve tentativa de dificultar as investigações.

Com a conclusão do inquérito policial, Rosane Padilha foi formalmente denunciada ao Ministério Público pelos crimes de feminicídio e fraude processual. O caso agora segue para análise do órgão ministerial e posterior tramitação na Justiça.