/Reajuste de 24% em radiofármacos gera alerta sobre risco de desassistência

Reajuste de 24% em radiofármacos gera alerta sobre risco de desassistência

O deputado federal Beto Preto (PSD-PR) levou à Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (12), a preocupação de entidades médicas com o reajuste de 24% nos preços de radioisótopos e radiofármacos utilizados em exames e tratamentos de medicina nuclear.

O aumento foi definido por resolução da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e passou a valer em 1º de agosto. Segundo manifesto apresentado ao parlamentar, o percentual supera significativamente a inflação acumulada no período, que estava em 4,62%, além de ficar acima do reajuste de 3,80% autorizado para medicamentos em 2026.

Entidades como a Associação Médica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear e Imagem Molecular e o Colégio Brasileiro de Radiologia alertam que o reajuste pode aumentar os custos de clínicas e hospitais que dependem desses insumos.

Outro ponto destacado é a defasagem dos valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por procedimentos de medicina nuclear, que, segundo o documento, não recebem reajuste há mais de uma década.

As entidades também apontam que a estrutura de fornecimento dos radioisótopos é concentrada, o que reduz a possibilidade de buscar fornecedores alternativos para diminuir os impactos do aumento.

Durante a discussão na Câmara, Beto Preto afirmou que a situação exige atenção para evitar prejuízos no acesso da população a exames diagnósticos e tratamentos.

“Todos estes fatores levam a um risco iminente de desassistência”, alertou o deputado.

A preocupação envolve principalmente pacientes que dependem da medicina nuclear para diagnóstico e tratamento de diferentes doenças, incluindo casos oncológicos.