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Ataque de abelhas: apicultor explica como agir e quais cuidados podem evitar uma tragédia

Caso de menina atacada por enxame chamou atenção para os riscos e reforça a importância de saber como agir diante de uma situação como essa.

O ataque de um enxame de abelhas contra uma menina de 12 anos, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chamou a atenção de todo o país. A criança foi surpreendida pelas abelhas e acabou sendo socorrida por um motoboy que passava pelo local. Durante o resgate, o homem também foi atacado e sofreu dezenas de picadas.

O episódio levanta uma questão importante: o que fazer quando uma pessoa é atacada por um enxame? E, principalmente, como ajudar alguém sem colocar a própria vida em risco?

Para responder essas dúvidas, o Canal 4 conversou com o apicultor Mailson Antônio Costa, proprietário da Apiários Santo Antônio (APSAN), localizada na Estrada Pizzatto, na Colônia Marco Quatro, em General Carneiro. Mailson atua há cerca de 10 anos na apicultura e explicou os principais cuidados que devem ser tomados pela população.

Ao perceber o ataque, a orientação é se afastar

Segundo Mailson, ao perceber que está sendo atacada por um enxame, a pessoa deve se afastar rapidamente e procurar ficar o mais distante possível da colmeia ou do local onde as abelhas estão concentradas.

Em uma situação de ataque, a orientação é correr para longe do enxame e buscar um local onde as abelhas não consigam entrar. Uma das principais preocupações deve ser proteger as regiões mais expostas do corpo, principalmente o rosto.

E se for uma criança?

Em uma situação como a registrada em Ibirité, em que uma criança pode ficar paralisada pelo medo, a tentativa de socorro exige muito cuidado.

Mailson explica que, sem equipamentos de proteção, a pessoa que tentar ajudar também estará exposta às picadas. Caso seja necessário agir, a orientação é utilizar roupas compridas e mais grossas, proteger o rosto e retirar a criança rapidamente da área. Outra possibilidade, segundo o apicultor, é utilizar um cobertor para envolver e proteger a criança durante a retirada do local, reduzindo a exposição às abelhas.

A recomendação, entretanto, é que ninguém se aproxime de um enxame sem necessidade e sem proteção adequada.

O que fazer depois das picadas?

Depois que a pessoa consegue sair da área de ataque, a orientação é procurar atendimento médico.

Isso é especialmente importante porque algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas graves às picadas, incluindo um quadro de anafilaxia.

Mailson alerta que sintomas como coceira em diferentes regiões do corpo podem indicar uma reação alérgica. Já a falta de ar é um sinal de maior gravidade e exige atendimento imediato.

Em casos graves, uma reação alérgica pode comprometer as vias aéreas e levar a uma situação de risco de vida.

Encontrou uma colmeia? Não tente retirar sozinho

Outro alerta importante é para quem encontra uma colmeia ou um enxame em uma árvore, telhado, terreno ou próximo a uma área de circulação de pessoas. A retirada não deve ser feita por conta própria.

De acordo com o apicultor, o procedimento deve ser realizado por alguém com experiência e conhecimento técnico em apicultura. A população deve procurar um apicultor para fazer a retirada de forma adequada.

Quando não houver um profissional disponível, principalmente quando o enxame estiver em uma área pública ou oferecendo risco à população, a orientação é entrar em contato com o Corpo de Bombeiros.

Além disso, é importante impedir que outras pessoas se aproximem do local.

Equipamentos são fundamentais para quem trabalha com abelhas

Para o trabalho com abelhas, Mailson destaca que alguns equipamentos são indispensáveis.

Entre eles estão o macacão de proteção, luvas, botas e o fumigador, além dos demais equipamentos utilizados conforme o tipo de manejo realizado.

Para o apicultor, além dos equipamentos, o conhecimento técnico também é fundamental.

“Para o apicultor, sempre o uso de um bom equipamento para apicultura e conhecimento técnico“, orienta Mailson.

Para a população, a recomendação é simples: ao avistar uma colmeia ou um enxame, não se aproximar e orientar outras pessoas a fazerem o mesmo. Em locais públicos, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado.

Segurança começa pelo equipamento adequado

Situações envolvendo abelhas também mostram a importância de utilizar equipamentos de proteção adequados sempre que houver exposição a algum tipo de risco.

Nesse segmento está a GoldEPI, empresa especializada em Equipamentos de Proteção Individual, que atua desde 2009 oferecendo materiais voltados à proteção e segurança de trabalhadores.

A empresa possui duas unidades para atender a região. Em Xaxim, Santa Catarina, a GoldEPI está localizada na Rua Independência, nº 725, no Centro, pelo telefone (49) 3353 5053.

Em União da Vitória, no Paraná, a filial fica na Rua Benjamin Constant, nº 1293, no bairro São Bernardo, com atendimento pelo telefone (42) 3522 2347.

Para atividades que exigem proteção individual, contar com equipamentos adequados é uma das etapas fundamentais para reduzir a exposição aos riscos. No caso da apicultura, essa proteção envolve itens específicos e apropriados para o contato com as abelhas.

Informação pode evitar novos acidentes

O caso que envolveu a menina em Ibirité serve como alerta para uma situação que pode acontecer em áreas rurais, terrenos, árvores, telhados e até mesmo em locais de circulação de pessoas. A principal orientação dos especialistas é não se aproximar de enxames ou colmeias e jamais tentar fazer a retirada sem conhecimento e equipamentos adequados.

Quando houver risco, o mais importante é afastar as pessoas do local e buscar ajuda especializada. No trabalho com abelhas, conhecimento, experiência e equipamentos de proteção fazem parte da rotina. Para quem está fora desse ambiente, a melhor atitude diante de um enxame é manter distância e procurar ajuda.