Anderson Muller, de 39 anos, levou a cobra até o Pronto Atendimento para facilitar a identificação da espécie. Ele recebeu atendimento médico, foi estabilizado e permanece internado em União da Vitória.

Um homem de 39 anos foi picado por uma cobra jararaca na manhã desta quinta-feira (29), enquanto realizava um serviço de roçada no interior de General Carneiro. Anderson Muller conseguiu matar a serpente após o acidente e, em seguida, foi de motocicleta até o Pronto Atendimento (PA) do município em busca de socorro.
O caso aconteceu por volta das 10h45. Um detalhe que chamou a atenção da equipe de atendimento foi que Anderson levou o animal junto, permitindo que os profissionais identificassem a espécie envolvida no acidente e adotassem os procedimentos necessários. A picada atingiu a região medial da perna direita, na altura da canela.
Ao chegar ao Pronto Atendimento, Anderson apresentava náuseas, vômitos, rubor, edema e confusão mental. Ele foi rapidamente atendido pela equipe médica, recebeu os primeiros cuidados e foi estabilizado.
Na sequência, o paciente foi transferido para o Hospital Regional, em União da Vitória, onde permanece internado. Conforme informações repassadas pela esposa de Anderson, ele está estável, já recebeu a soroterapia e segue os protocolos médicos para o tratamento do acidente com animal peçonhento.
Especialista explica características da jararaca
O Canal 4 conversou com o 2º sargento Eros José Sanches, especialista em acidentes com animais peçonhentos e palestrante sobre estudos relacionados às serpentes, que explicou as características da cobra envolvida no acidente.
Segundo o sargento, trata-se de uma jararaca comum, espécie que pode ser encontrada em diversas regiões do Paraná, inclusive em áreas rurais e próximas à vegetação.
A jararaca comum, conhecida cientificamente como Bothrops jararaca, apresenta coloração amarronzada e manchas em formato de “V” ao longo do corpo, características que auxiliam na identificação da espécie.
O especialista explica que o veneno da jararaca é hemotóxico, ou seja, pode provocar alterações na coagulação do sangue, com risco de sangramentos. A picada também pode causar dor, inchaço e, em situações mais graves, necrose no local atingido.
Quais são os sintomas de uma picada de jararaca?
De acordo com as informações do sargento Eros José Sanches, os sintomas mais comuns após uma picada de jararaca incluem:
Dor intensa no local da picada;
Inchaço e vermelhidão;
Náuseas e vômitos;
Alterações na coagulação sanguínea;
Confusão mental em alguns casos;
Risco de sangramentos.
A intensidade dos sintomas pode variar conforme a quantidade de veneno inoculada e as condições da vítima.
O sargento também destacou que o atendimento médico rápido é fundamental para evitar complicações. O tratamento específico é realizado com a administração de soro antiofídico em ambiente hospitalar.
Orientação é evitar contato com serpentes
O especialista alerta que as jararacas não atacam sem motivo. Geralmente, as serpentes reagem quando se sentem ameaçadas, especialmente quando alguém se aproxima ou tenta manuseá-las.
Em áreas rurais, a orientação é redobrar os cuidados durante atividades como roçadas, limpeza de terrenos e trabalhos em locais com vegetação alta.
O uso de botas e equipamentos de proteção, além da atenção ao movimentar pedras, troncos e outros materiais, pode reduzir o risco de acidentes.
Em caso de picada, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve tentar capturar ou manusear a cobra, mesmo que ela esteja aparentemente morta.
O caso de Anderson reforça a importância dos cuidados durante trabalhos no campo e da busca rápida por atendimento especializado após acidentes com animais peçonhentos.













