A campanha Maio Cinza reforça neste mês a importância da conscientização sobre o câncer cerebral, doença considerada rara, mas que ainda registra números preocupantes no Brasil. Em meio aos avanços da medicina, especialistas destacam que o diagnóstico precoce e a precisão na identificação dos tumores têm feito diferença diretamente nas chances de tratamento e sobrevida dos pacientes.

A médica patologista e perita Natália Kliemann Sebben falou sobre o tema e explicou como a evolução dos exames e da patologia moderna vem mudando o cenário da doença no Paraná e no país.
No estado, são registradas aproximadamente 2 mil internações hospitalares relacionadas ao câncer cerebral, segundo dados do DATASUS e do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O Paraná contabiliza entre 500 e 550 mortes anuais causadas por tumores cerebrais. Já no Brasil, são cerca de 11,5 mil novos casos por ano e aproximadamente 9 mil mortes.

Apesar dos dados, os avanços tecnológicos, novas medicações e técnicas cirúrgicas têm ampliado as possibilidades de diagnóstico preciso e tratamentos mais individualizados.
Brasil
11,5 mil novos casos por ano
Cerca de 9 mil mortes por ano
Impacto relevante em crianças e jovens
Segundo a Dra. Natália, o câncer cerebral acontece quando células do cérebro começam a crescer de forma desordenada, formando tumores. Esses tumores podem ser benignos ou malignos e também podem representar metástases de outros órgãos, como pulmão, mama e pele.
“Um dos grandes desafios é que os sintomas, muitas vezes, começam de forma silenciosa e podem ser confundidos com situações comuns do dia a dia. Dor de cabeça persistente, alterações na fala, memória, visão, equilíbrio ou comportamento merecem atenção, principalmente quando são progressivos”, destaca a médica.

Ela explica que o diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de imagem e, principalmente, a análise anatomopatológica, considerada fundamental para identificar exatamente qual é o tipo de tumor, seu grau de agressividade e as características que irão direcionar o tratamento.
É justamente neste momento que entra o papel do patologista.
“Como patologista, costumo dizer que o nosso trabalho começa quando uma família ainda está tentando entender o que está acontecendo. Cada fragmento analisado no microscópio carrega decisões importantes: cirurgia, quimioterapia, radioterapia, prognóstico e, muitas vezes, esperança”, afirma.
A especialista ressalta ainda que a medicina evoluiu significativamente nos últimos anos. Atualmente, além da análise microscópica tradicional, a patologia também utiliza estudos moleculares e imunohistoquímicos, capazes de classificar os tumores com muito mais precisão.
“Em muitos casos, é essa definição que permite tratamentos mais específicos e personalizados”, explica.
Dentro da medicina, existe uma frase bastante conhecida: “sem diagnóstico, não existe tratamento correto”. Nos tumores cerebrais, segundo a médica, tempo e precisão fazem toda a diferença.

O Maio Cinza surge justamente como um alerta para a conscientização, investigação adequada e diagnóstico precoce. “Informação salva tempo e, em neurologia, tempo importa muito”, conclui.
Dra. Natália S. Kliemann Sebben
Médica Patologista
CRM – SC 15760 | CRM – PR 26522
RQE – SC 11044 | RQE – PR 3056
ATENDIMENTOS
SebbenMed
Rua Teixeira Soares, 530, Centro de União da Vitória
Telefone: (42) 99113-8787
Instagram: @sebbenmed
Laboratório Di Prever
Rua Dom Pedro II, 216 – Centro, União da Vitória
Instagram: @laboratorio_diprever













