/Paraná recebe apenas 16% do que arrecada em impostos, afirma Santin Roveda

Paraná recebe apenas 16% do que arrecada em impostos, afirma Santin Roveda

O debate sobre a distribuição dos recursos arrecadados pela União voltou à pauta após uma manifestação do ex-prefeito de União da Vitória, Santin Roveda, que defendeu mais equilíbrio no retorno dos impostos pagos pelos estados brasileiros.

Segundo dados apresentados por Santin, o Paraná recebe de volta apenas 16% dos recursos que envia ao Governo Federal por meio da arrecadação de impostos. O percentual, de acordo com ele, evidencia uma distorção na distribuição dos recursos públicos entre os estados brasileiros.

A comparação apresentada mostra que outros estados recebem percentuais significativamente superiores ao que arrecadam. Entre os exemplos citados estão o Maranhão, que recebe 203%, o Amapá com 159% e o Piauí com 156%.

Para Santin, o debate não deve ser encarado como uma disputa entre estados, mas como uma discussão necessária sobre justiça fiscal e fortalecimento do pacto federativo.

“Temos que defender mais equilíbrio nessa distribuição de recursos. O Paraná produz, gera empregos, movimenta a economia e contribui fortemente com a arrecadação nacional. É preciso discutir um retorno mais justo para quem ajuda a sustentar o país”, afirmou.

Ele explica que a maior parte dos impostos arrecadados no Brasil fica concentrada na esfera federal, por meio de tributos como Imposto de Renda, PIS, Cofins e IPI. Posteriormente, parte desses recursos retorna aos estados e municípios através de mecanismos constitucionais de repartição.

Na avaliação, o modelo atual precisa de mais transparência e de critérios que permitam maior equilíbrio entre arrecadação e retorno dos investimentos públicos.“Nosso compromisso é mostrar para a população para onde vai o dinheiro arrecadado e defender menos distorções. Precisamos garantir que os recursos retornem em obras, infraestrutura, saúde, educação e qualidade de vida para quem produz e paga impostos”, destacou.

A discussão sobre a distribuição das receitas federais é recorrente entre lideranças políticas e entidades representativas dos estados do Sul e Sudeste, que frequentemente reivindicam uma revisão dos critérios de repasse para garantir maior proporcionalidade entre contribuição e retorno dos recursos públicos.