Com 15 anos de atuação na fonoaudiologia, a profissional une experiência, sensibilidade musical e atendimento individualizado para cuidar da voz, aprimorar a comunicação e promover qualidade de vida.

Falar faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas, para professores, vendedores, atendentes, empresários e comunicadores, a voz é uma das principais ferramentas de trabalho. Entre jornadas intensas, ambientes barulhentos e poucas oportunidades de descanso, o esforço vocal pode passar despercebido até surgirem rouquidão, falhas e desconforto. A fonoaudióloga Maíra Servello destaca a importância de cuidar da voz e lembra que uma comunicação eficiente também depende de saúde, preparo e orientação profissional.
Formada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), Maíra atua há 15 anos na fonoaudiologia. Natural de Ipiranga, no interior do Paraná, construiu sua trajetória atendendo pacientes de diferentes idades. Ao longo da carreira, encontrou na voz, na comunicação e na oratória uma área de identificação pessoal e profissional. Atualmente, dedica atenção especial a quem depende da voz para trabalhar e a pessoas que desejam aprimorar a maneira de se expressar.

“Hoje atendo profissionais que têm a voz como principal instrumento de trabalho e pessoas que querem se destacar na carreira, com uma comunicação de alta performance, que transmita autoridade e competência”, afirma.
O interesse pela comunicação começou ainda na adolescência, quando Maíra passou a observar como a postura, a escolha das palavras e a maneira de falar influenciavam as relações. A música também teve papel importante nessa descoberta. Criada em uma família de cantores, acompanhou os pais, cantando e tocando violão em missas e eventos da cidade. Essa vivência contribuiu para desenvolver uma escuta atenta às particularidades da voz.
“Essa trajetória na música me permitiu apurar o ouvido para perceber com sensibilidade as nuances da voz e da comunicação humana”, relata.

A escolha da profissão ganhou força por volta dos 16 anos, quando encontrou uma reportagem sobre a atuação da fonoaudiologia na estética e na oratória. O conteúdo revelou a possibilidade de reunir suas habilidades e seus interesses em uma mesma carreira.
“Percebi que aquela profissão unia perfeitamente minhas habilidades e paixões. Arranquei a página da revista, que guardo com carinho até hoje, e decidi que esse seria o meu caminho”, recorda.
Após anos de experiência clínica, Maíra direcionou sua atuação para a área que havia despertado seu interesse desde o início. Hoje, seu trabalho considera tanto as condições da voz quanto as exigências da rotina e os objetivos de comunicação de cada paciente.

Sobrecarga vocal exige atenção
Entre os principais desafios observados pela fonoaudióloga está a sobrecarga de quem passa grande parte do dia falando. Os professores, por exemplo, frequentemente enfrentam longas jornadas e precisam disputar a atenção dos alunos em ambientes ruidosos. O esforço repetido, associado à falta de descanso adequado, pode transformar o cansaço vocal em parte da rotina.
“Na sexta-feira eles estão exaustos e quase sem voz. Conseguem até descansar a garganta no fim de semana, mas, na segunda-feira, o ciclo recomeça”, descreve.
Para Maíra, preservar a voz exige cuidados incorporados ao cotidiano. A hidratação está entre as principais orientações, com o consumo de água distribuído ao longo do dia.
“Quando as pregas vocais estão hidratadas, é necessário menos esforço para falar e a chance de causar uma lesão nessa área, que é tão delicada, diminui”, explica.
Outro cuidado é preparar a voz para as exigências do trabalho. Exercícios orientados podem fazer parte de uma rotina adaptada às necessidades de cada pessoa, desde que sejam indicados após avaliação profissional.
“Alguns profissionais, principalmente os professores, são como atletas devido à alta demanda do uso da voz. E, por esse motivo, precisam preparar o seu corpo para o trabalho”, compara.
Segundo ela, além de hábitos de vida saudáveis, o condicionamento vocal, por meio de exercícios prescritos por um fonoaudiólogo, pode contribuir para preparar esses profissionais para a rotina.
Hábitos que prejudicam a voz
Reconhecer comportamentos que aumentam o esforço vocal também é fundamental. Pigarrear com frequência, gritar, tentar falar acima do barulho do ambiente e utilizar um tom excessivamente agudo ou grave em relação à própria voz estão entre os hábitos citados pela profissional. Muitas vezes, essas práticas se repetem automaticamente e só recebem atenção quando o desconforto aparece.
“Gosto de ressaltar que hábitos são comportamentos, e comportamentos são aprendidos. Apesar desses costumes estarem muito estabelecidos, é possível alterá-los para hábitos mais saudáveis”, ressalta.
A organização da jornada de trabalho também pode ajudar na prevenção. As estratégias precisam ser compatíveis com o ambiente e com a atividade exercida. O uso de microfone, as pausas para descansar a voz e a escolha de locais mais silenciosos para transmitir informações importantes estão entre as alternativas.
“Para cada profissional é preciso encontrar facilitadores. Isso depende da realidade de cada trabalhador”, afirma.
A orientação individualizada permite identificar mudanças que podem reduzir o esforço e tornar o uso da voz mais confortável ao longo do dia.
Rouquidão e falhas não devem ser ignoradas
Maíra também alerta para sintomas que merecem atenção, como rouquidão, falhas na voz, cansaço vocal e desconforto ao falar. Essas manifestações podem estar relacionadas a diferentes condições, desde a sobrecarga até alterações nas pregas vocais, e precisam ser investigadas.
“Esses sinais nunca devem ser ignorados”, destaca.
A fonoaudióloga orienta que sintomas persistentes, especialmente quando duram 15 dias ou mais, sejam avaliados por um médico. A investigação é importante para identificar possíveis alterações e definir o acompanhamento adequado.

No atendimento fonoaudiológico, o primeiro passo é conhecer o paciente e compreender como ele utiliza a voz. Maíra investiga as condições de saúde, a dinâmica de trabalho e as dificuldades relatadas, relacionando essas informações às exigências de comunicação de cada pessoa.
“São realizadas gravações, medições e uma avaliação minuciosa da voz, fala, respiração e órgãos articulatórios”, explica.
Esse processo ajuda a identificar as necessidades do paciente e estabelecer os objetivos do acompanhamento.
A atuação conjunta com o médico otorrinolaringologista também pode fazer parte desse cuidado. “Na maioria dos casos, é necessária uma avaliação do otorrinolaringologista para visualizar a condição das pregas vocais ou tratar doenças que podem prejudicar a voz”, acrescenta.
Fonoaudiologia também atua na mastigação e na deglutição
Embora a voz e a oratória ocupem lugar de destaque em seu trabalho, Maíra também chama a atenção para a relação entre a comunicação e a alimentação. Estruturas envolvidas na fala participam de funções como a mastigação e a deglutição, processo de engolir alimentos e líquidos. Por isso, alterações nessas funções também fazem parte do campo de atuação da fonoaudiologia.
“Quando a gente fala em voz, fala, mastigação e deglutição, estamos falando dos mesmos órgãos. Usamos lábios, língua, dentes, laringe e pregas vocais para falar e para a nossa alimentação”, explica.
Entre os sinais que podem indicar dificuldades para engolir estão a tosse após beber água, a sensação de alimento parado na garganta e a recusa de alimentos que antes eram consumidos normalmente. Essas manifestações precisam ser avaliadas para investigar uma possível disfagia, nome dado à alteração da deglutição.
“Nesse momento é muito importante procurar um fonoaudiólogo”, orienta.
Segundo Maíra, o acompanhamento busca tornar a alimentação mais segura e reduzir os riscos associados às dificuldades de deglutição, como engasgos, desnutrição e complicações respiratórias.
Da comunicação no ambiente profissional aos cuidados com funções essenciais do cotidiano, Maíra Servello desenvolve seu trabalho com atenção às necessidades de cada paciente. Sua trajetória reúne 15 anos de experiência na fonoaudiologia e o interesse pela expressão humana, que começou ainda na adolescência e encontrou na profissão um caminho para se desenvolver.
“Para conquistar qualidade de vida, seja na sua comunicação ou na alimentação, o fonoaudiólogo é o profissional que vai te auxiliar”, conclui.
Contato
Os interessados em conhecer o trabalho da fonoaudióloga Maíra Servello podem entrar em contato pelo WhatsApp (42) 93618-6165 ou pelo Instagram:@fono.mairaservello.












